Malan admite efeitos da crise russa
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, admitiu ontem que a crise na Rússia pode provocar algum efeito sobre captação externa dos países emergentes. Ele ressaltou, entretanto, que está ficando cada vez mais claro para os investidores as diferenças entre os países emergentes. Já não há, segundo Malan, a percepção de que todos são iguais. Os investidores sabem diferenciar a situação do Brasil e não fazem mais comparações simplórias.
O ministro, que chegou a Montevidéo às 11h30 num avião da FAB e entrou em seguida para um almoço com o ministro da Economia e Finanças do Uruguai, Luis Mosca, afirmou que o Brasil manterá a tendência de queda gradual dos juros, mas que é preciso esperar pela reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), em setembro, para que seja conhecido o ritmo dessa queda.
A crise econômica na Rússia também poderá afetar as exportações brasileiras para um mercado promissor. Nos seis primeiros meses deste ano, as vendas para a Rússia registraram um superávit de US$ 308,70 milhões. O total exportado para lá atingiu US$ 424,91 milhões de janeiro a junho. Nesse mesmo período, as importações ficaram em apenas US$ 116,21 milhões. Em relação ao primeiro semestre de 97, as exportações aumentaram 55,85%. Os dados do governo mostram que o superávit comercial com a Rússia em 1996 foi de US$ 77,01 milhões. Depois, passou para US$ 115,96 milhões, em 97, e nos primeiros seis meses deste ano já atingiu US$ 308,70 milhões.Yuri Kadobnov/France PresseNo prejuízoInvestidor russo reivindica os seus rublos de volta: desvalorização já passou de 35% em relação ao dólarAgência Estado





