Malan a Fraga acenam com a redução de juro real
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segunda-feira, 29 de março de 1999
Agência Estado 
Se confirmada a tendência dos dados sobre a inflação, divulgados nas últimas semanas, o caminho estará aberto para algumas mudanças na trajetória atual da política monetária brasileira. No almoço de ontem, em homenagem ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, em São Paulo, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga destacou duas medidas possíveis: uma redução ainda maior na taxa de juro real e o aumento gradual da liquidez (disponibilidade de recursos) no sistema financeiro.
Sem mencionar números, Fraga assegurou que a liquidez já está bem ajustada. No início de março, o mercado estimava um excesso de recursos no sistema da ordem de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões. Para apertar a política monetária sem provocar uma alta radical nas taxas de juros, o governo decidiu aumentar o recolhimento compulsório sobre os depósitos a prazo, além de realizar vários leilões no dia-a-dia para retirar os recursos.
Se os sinais da economia continuarem positivos, Fraga acredita que o governo poderá voltar a injetar recursos no sistema. Ele foi evasivo quanto aos sinais que confirmariam uma tendência de baixa, e não disse se uma nova redução dos juros poderia ser feita antes mesmo da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).


