Cascavel - A Globoaves, uma das maiores empresas do agronegócio do Brasil, iniciou terça-feira o desembaraço de cargas frigorificadas a partir da estrutura da Estação Aduaneira do Interior (Eadi) de Cascavel.
O ''porto seco'' opera há três anos, mas a partir de agora ganha fôlego extra e amplia as chances de materializar um projeto de desenvolvimento para a região, informa o presidente da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), Guido Bresolin Jr.. A Globoaves está há 20 anos no mercado, emprega 1,8 mil pessoas e abate 140 mil aves por dia. A empresa exporta de 13 a 15 contêineres com frango congelado diariamente para mais de 20 países. ''Usamos, pelo menos até agora, rodovias para fazer as cargas chegar ao porto, com custo de pedágio, manutenção e riscos de acidentes'', informa o sócio-proprietário da Globoaves, Roberto Kaefer.
O desembaraço a partir da Eadi/Cascavel reduz em até 25% os custos de transporte das cargas frigorificadas até o Porto de Paranaguá - poderá chegar a 30%. A economia de tempo é uma das principais vantagens de usar o ''porto seco'', informa o gerente da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codepar), que administra a Eadi, Alceu de Moura Filho. A liberação em Cascavel consome cerca de 30 minutos.

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