Mais uma empresa do PR estréia na Bovespa
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terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A empresa paranaense Positivo Informática, fabricante de computadores pessoais, estreou ontem na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Segundo informações da bolsa, as ações da companhia abriram cotadas em R$ 24 e por volta das 15 horas estavam em queda de 0,80% com valor de R$ 23,31. Até o encerramento desta edição, a bolsa ainda não tinha o fechamento do desempenho das ações da empresa no dia de ontem.
A companhia estreou com a negociação de 24,145 milhões de ações ordinárias (com direito a voto). O preço dos papéis foi fixado em R$ 23,50 cada um, estabelecido em uma oferta inicial de ações que foi concluída na semana passada. Mas, a liquidação financeira desta oferta deve acontecer amanhã. Através desta oferta inicial, a Positivo levantou R$ 567,4 milhões. A empresa tinha previsto vender 21,95 milhões de ações em valores que variavam de R$ 17,50 a R$ 23,50 cada uma, mas vendeu 2,195 mihões de ações a mais e, com isso, conseguiu R$ 51 milhões acima do que estimava.
A entrada na bolsa de valores é uma boa alternativa para as empresas, em geral, para que possam captar recursos. A afirmação é do economista chefe da empresa de avaliação de risco de crédito, Alex Agostini. ''O custo para entrar na bolsa é menor do que as linhas de financiamento'', disse.
Agostini destacou ainda que a captação de recursos fora do País é restrita a grandes empresas ou blue chips (ações de primeira linha, negociadas no mercado externo como Bradesco, Petrobras e Vale do Rio Doce).
De acordo com ele, o setor de informática (provedores, fabricantes de software e de hardware) está aderindo cada vez mais ao mercado de capitais porque é um segmento que depende de investimentos elevados para acompanhar a atualização rápida da área. ''Para ser competitivo, o setor de informática precisa ter um nível de investimento elevado'', destacou. Uma saída que as empresas têm utilizado para levantar recursos têm sido a emissão de ações ou de debêntures.
Agostini explicou que a oferta inicial de ações que as empresas fazem tem como um dos objetivos verificar como está a adesão dos papéis no mercado além de os investidores poderem fazer a reserva para a compra das ações. Ele acredita que os resultados que a empresa teve na oferta inicial de ações, mostram que o papel foi bem aceito, o que traz uma perspectiva positiva para as ações nos próximos meses.
O economista destacou que, hoje, há regras mais claras para o mercado de capitais e de ações, o que faz as empresas procurarem mais este meio para poderem captar recursos. ''O risco de ter algum problema é menor'', enfatizou. E ainda, o efeito para a empresa é menor porque as ações ficam diluídas nas mãos de vários investidores.
''Está acabando o misticismo de que a bolsa de valores é um jogo de cartas marcadas'', disse. Ele lembrou que a internet e a compra de ações da Vale do Rio Doce e da Petrobras com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) popularizaram o mercado de ações e foram desinibindo as pessoas para realizarem aplicações.
A Positivo - com 17 anos no mercado e sede na Cidade Industrial de Curitiba - fez o registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no final de setembro. Com o dinheiro da venda das ações, a empresa pretende aplicar em expansão e em novos produtos. O Grupo Positivo tem mais de 30 anos e atua nas áreas de informática, educação, gráfica e editorial.


