Mais um posto de combustível sofre atentado em Londrina
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sábado, 27 de outubro de 2001
Guto Rocha<br> De Londrina 
Mais um posto de Londrina foi alvo de tiros na madrugada de ontem. O Posto 15, localizado na esquina da rua João Pessoa com a av. Leste-Oeste (região central) teria recebido três disparos de arma de fogo. No entanto, a Polícia Civil encontrou apenas um projétil e um sinal na parede do estabelecimento.
Segundo o proprietário do posto, Luiz Jorge Bolognesi, os disparos foram ouvidos pelo vigia entre 3 horas e 3h30 da madrugada. O vigia relatou ainda que os três tiros partiram de um Gol branco, estacionado do outro lado da avenida Leste-Oeste. Bolognesi afirmou não acreditar que os disparos tenham sido feitos por causa dos preços dos combustíveis. ''Não consigo associar isso (os disparos) com os problemas de preços e concorrências entre os postos da cidade. Sempre procuro acompanhar o mercado'', disse. Bolognesi, que é proprietário de uma rede de seis postos, está comercializando o litro da gasolina por R$ 1,73 e do álcool por R$ 0,94.
O delegado de plantão, Manoel Ângelo Pelisson, que foi até o posto acompanhado de investigadores e peritos criminais, afirmou que não poderia tirar conclusões sobre o que aconteceu no posto. ''Vamos colher as informações e repassar para o delegado Márcio Vinícius Amaro, que acompanha o inquérito que investiga outros atentados a postos'', afirmou.
Pelisson afirmou que, aparentemente, pelo projétil encontrado no posto, a arma utilizada seria um revólver calibre 30. O perito Luiz Victor Myszkowski afirmou que os disparos tinham como alvo as bombas de combustível. ''Pela descrição do local onde o carro estava estacionado na hora dos disparos e a marca do tiro na parede é possível concluir que as bombas eram o alvo'', comentou.
Esse foi o quarto atentado contra postos na região. Na sexta-feira, um homem invadiu o posto Transamérica, também na av. Leste-Oeste, e disparou cinco tiros contra o carro Renault Mégene, e fugiu em seguida. O automóvel é de propriedade da dona do posto, Maria Lúcia de Souza. Em maio deste ano, o dono do posto Carajás, Emílio Santaella, teve a casa e três carros alvejados por tiros. Na última sexta-feira, três homens encapuzados atiraram contra a camioneta do empresário Valmor Menegatti Júnior, proprietário de posto em Marialva.


