Brasília - O empresário goiano Dílson Prado da Fonseca notificou ontem o ex-presidente da Transbrasil, Antônio Celso Cipiriani, e os membros da família Fontana por eventuais danos que vier a sofrer caso não consiga assumir o comando da empresa.
Fonseca ainda se diz presidente da Transbrasil e quer fazer valer o contrato, assinado em janeiro, que lhe transferia o controle acionário da companhia. Para isso, ameaça ir à Justiça.
De acordo com seu advogado, Amauri Serralvo, a notificação, feita via cartas precatória e rogatória, é uma medida de precaução.
‘‘Todos os participantes do contrato de transferência das ações já foram notificados de que serão responsabilizados pelos danos que vierem a ocorrer’’, disse o advogado. Entre os prováveis danos, Serralvo listou o dano moral, além de possíveis prejuízos financeiros. ‘‘Ele está passando por um enorme constrangimento’’, alegou.
‘‘Sofri um golpe, fui impedido de tomar posse da empresa’’, disse hoje o empresário. Fonseca diz que estava pronto para assumir o cargo no dia 31 de janeiro quando, voltando de uma viagem ao exterior, foi impedido à força de participar da Assembléia-Geral Extraordinária da empresa, em Brasília, que acabou tomando decisão diversa do que fora combinado.

mockup