Para o presidente da Sercomtel, João Rezende, a mudança de pulso por minuto vai trazer mais transparência aos consumidores. ''A conta virá detalhada em minuto e o usuário terá uma noção de custos'', diz. Segundo ele, a Sercomtel investiu em tecnologia para a mudança e hoje já oferece vários planos por minutos com tarifas diferenciadas. Dos atuais 150 mil telefones fixos de Londrina, 40 mil já estão incluídos nos planos por minuto.
O presidente da Sercomtel acredita ainda que, num futuro não muito distante, as contas serão melhores detalhadas, como ocorre hoje com os interurbanos, que vêm discriminados o horário, o tempo e o número do telefone discado. ''Para a telefonia fixa, isso terá um custo maior. Em outros países isso já acontece, porém quem deseja receber a conta detalhada paga uma taxa'', informa Rezende.
Para o coordenador do Procon, Gerson da Silva, a mudança para minuto tem alguns aspectos positivos e outros negativos. ''Na taxação por minuto o cidadão poderá ter discriminado o que ele falou. Nos planos por minuto o consumidor hoje já pode pedir o detalhamento das ligações. ''Porém, o regulamento da Anatel neste sentido é falho em razão das operadoras não serem obrigadas a enviá-lo de imediato. ''O consumidor tem que fazer a solicitação e a operadora tem prazo de 90 dias para dar a resposta''.
A melhor opção para o cliente, na opinião de Silva, seria poder escolher se prefere ficar pagando por pulso ou por minuto. ''As contas das pessoas que têm consumo grande, com ligações de duração mais longas, poderão vir mais caras, enquanto pessoas que utilizam o telefone mais objetivamente poderão ter a vantagem, pagando menos. Gerson questiona ainda o uso da internet discada a partir do ano que vem. ''Ainda não se sabe como será a cobrança. Hoje, você liga, paga um pulso, e usa a madrugada toda e, depois como será? De acordo com Rezende esse questionamento vai para consulta pública.
Aliás, até dezembro a Anatel terá que finalizar nove propostas de regulamentos, colocá-las em consulta pública, encaminhá-las ao conselho diretor da agência. que ainda deverá aprová-las e, em seguida, publicá-las no Diário Oficial da União. ''Vamos cumprir com o prazo estipulado'', garantiu o presidente da Anatel, Elifas Chaves Gurgel do Amaral.

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