Quem tem contas a pagar exclusivamente nos bancos não deve esperar o fim da greve para regularizar a sua situação. O coordenador do Procon-Londrina, Carlos Neves Júnior, explica que ainda em estado de greve, os bancos devem disponibilizar um ponto de atendimento aos seus clientes, por ser considerado legalmente como uma atividade essencial. ''O usuário deve entrar em contato com a agência para saber quais pontos estão disponíveis'', diz. Se o banco não disponibilizar nenhum ponto de atendimento alternativo, aí sim o cliente deve procurar o Procon.
O coordenador reconhece que ''correr atrás'' do atendimento é um transtorno para o consumidor, mas reitera que a greve também é um direito do funcionário de banco. ''Em detrimento disso, no entanto, o cliente não pode ser prejudicado e ficar sem nenhuma opção para pagamento'', acrescenta. Antes de procurar alguma agência, Neves Júnior orienta a buscar atendimento por outros meios como pela internet, por exemplo.''
Em caso de cobrança indevida por culpa da agência, como juros ou encargos a mais, o usuário deve juntar os comprovantes e apresentá-los ao órgão de defesa do consumidor. De acordo com o coordenador do Procon, se comprovada a culpa da agência, nestas situações, o banco terá de ressarcir o valor em dobro.
Cooperativas de crédito
As cooperativas de crédito, embora sejam instituições financeiras, não foram afetadas pela paralisação dos bancários. Elas permanecem em funcionamento por não pertencerem ao sistema bancário mas ao ramo de cooperativismo de crédito.
Em nota, a cooperativa Sicredi União do Paraná, informou a seus associados que o funcionamento de suas 60 agências de atendimento, inclusive em LOndrina e Maringá, transcorreu sem alterações ontem.

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