Hoje, por volta das 17h, o Brasil bate - por mais um ano consecutivo - recorde na arrecadação de impostos: R$ 400 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais. O dado é assustador porque na mesma data do ano passado, a arrecadação ficou em R$ 375 bilhões, o que significa que até agora houve uma ascensão de 7% em gastos com impostos frente a 2011. O cálculo é realizado pelo Impostômetro, uma espécie de painel eletrônico inteligente desenvolvido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) localizado na região central da capital paulista.
De todo montante, o Paraná é responsável até agora pela arrecadação de pouco mais de 1%, somando R$ 4,8 bilhões entre 1º de janeiro e hoje. Só em Londrina, foi arrecadado R$ 257,6 milhões em três meses, o que siginifica R$ 115 mil por hora acumulados na cidade. Se o leitor gastou em média um minuto para ler os dois primeiros parágrafos desta matéria, Londrina arrecadou neste tempo R$ 1.928, ou R$ 32 por segundo.
Dos R$ 400 bilhões, a União é responsável por R$ 274,5 bilhões. Já os tributos municipais representam 5,5% do total arrecadado. No ano passado, a marca de R$ 1 trilhão foi atingida no dia 13 de setembro, 35 dias mais cedo do que em 2010. Neste ritmo, é natural que o primeiro trilhão seja alcançado este ano em agosto, quase no meio do ano. ''A marca (de R$ 400 bilhões) nos mostra que a arrecadação tributária cresce, a cada dia, mais do que o Produto Interno Bruto (PIB) do País, que está em 1,4%'', disse, por meio de nota, o presidente da ACSP, Rogério Amato.
O presidente do Instituto Brasileiro de Política Tributária (IBPT), João Eloi Olenike, comentou a declaração de Amato apontando que ''é até antagônico'' pensar que a arrecadação está aumentando e o País está crescendo menos. ''Isto mostra que a alta carga tributária está inibindo os novos investimentos por aqui. Com menos impostos, aconteceria um fortalecimento e a expansão da economia brasileira'', explicou Olenike.
Em relação aos recordes de arrecadação serem batidos mais rápidos ano após ano, o representante do IBPT salientou que são diversos fatores que contribuem para que isso ocorra. Entre eles estão as tributações que incidem sobre o consumo, o aumento da circulação econômica e os sistemas de fiscalização com os quais a Receita está trabalhando. ''Os impostos são cobrados no País em efeito cascata, passando por todas as etapas até chegar ao consumidor final, que não tem ninguém para repassar. Já o controle rígido da Receita através das notas fiscais eletrônicas e outras estratégias diminuíram a sonegação fiscal no País substancialmente'', completou. (Com Agência Estado)

Imagem ilustrativa da imagem Mais rápido, Brasil atinge hoje R$ 400 bi em arrecadação
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