Mais que um celular, um telefone inteligente
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de novembro de 2010
Carlos Eduardo Kiatkoski<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - Não faz muito tempo, a comunicação no mundo era feita sem o uso de celulares. Hoje, o uso é quase obrigatório. No Brasil, a telefonia celular cresceu muito nos últimos anos. E neste ano o número de aparelhos em uso chega a quase um por habitante.
De acordo com os dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o País tem 191,4 milhões de linhas celulares, próximo ao total de habitantes, estimado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 192 milhões.
A relação do número de celulares habilitados por 100 habitantes ficou em 98,98 em setembro. Do total, 82,1% correspondem a telefones pré-pagos e 17,9% são pós-pagos.
Como em qualquer evolução eletrônica, para muitos usuários não basta apenas uma aparelho como outro qualquer. Ser encontrado a qualquer hora em qualquer lugar não é mais suficiente. Os consumidores querem mais. Mais tecnologia, mais recursos, mais acessibilidade. A solução para essas pessoas é o smartphone, ou em bom português, o telefone inteligente.
A grosso modo, um ''telefone inteligente'', como explica Cinara Souza, gerente da loja Claro ParkingShoppingBarigui, nada mais é que um celular com mais recursos, executados por meio de programas no seu Sistema Operacional (OS). A indústria ainda não definiu quais requesitos um celular deve preencher para ser considerado um smartphone.
Mas para alguns usuários, basta o telefone possuir características mínimas, tais como conexão por bluetooth, sincronização dos dados do organizador com um computador pessoal, recursos de e-mail. E quem sabe, uma câmera para fotos e vídeos. Para outros, no entanto, um aparelho só pode ser considerado smartphone se contar com uma plataforma que permita desenvolver, instalar e rodar programas próprios, além de um teclado imbutido. O que transforma um simples aparelho de comunicação em quase um PC de mão.
A ideia básica permanece. A de misturar as funções do celular com os aplicativos de um PDA (Personal Digital Assistant). Por isso, a maioria dos smartphones suporta capacidades de e-mail aliadas à funcionalidade de um organizador pessoal.
A IBM desenvolveu o primeiro smartphone em 1992. Ele só chegou ao mercado em 1993. O nome dado pela empresa ao aparelho era Simon. Além de ser um celular, continha um calendário, lista de endereços, relógio mundial, calculadora, bloco de notas, e-mail, fax e jogos. Suas funções eram acessadas por meio da tela de toque, para quem pensa ser uma novidade, ela já existia nessa época, sem o uso de botões.
Características dos smartphones
Realiza conexão com redes de dados para acesso à internet;
Capacidade de sincronização dos dados do organizador com um computador pessoal (PC);
Agenda de contatos que utiliza toda a memória disponível no celular (não é
limitada a um número fixo de contatos);
Câmera fotográfica e vídeo;
Conexão por infravermelho/bluetooth;
Recursos de e-mail,
Teclado imbutido, o que o transforma quase em um PC de mão.
Principais fabricantes
Apple
Acer
HP - Hewlett-Packard
HTC - High Tech Computer Corporation
LG
Motorola
Nokia
Palm
RIM - Research in Motion Limited
Samsung
Semp Toshiba
Sony


