Mais profissionalizado, artesanato busca novos mercados
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quarta-feira, 05 de setembro de 2012
Victor Lopes <br> <br> Reportagem Local 
Rio de Janeiro - Gerador de emprego, renda e sustentáculo econômico de diversas famílias brasileiras, o artesanato agora procura se profissionalizar e captar novos mercados fornecedores. É desta forma que os premiados da terceira edição do Top 100 de Artesanato, promovido pelo Sebrae, vislumbram incrementar seus negócios nos próximo anos. No evento que encerra hoje, no Rio de Janeiro, 100 unidades produtivas do artesanato foram escolhidas as vencedoras entre mais de 1,8 mil inscritas, dentre elas três paranaenses (ver box). Durante dois dias, os profissionais de diversas regiões tiveram ainda a oportunidade de expor seus produtos numa rodada de negócios, com a expectativa de gerar R$ 3 milhões.
De acordo com o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, houve um incremento de 80% nas inscrições do prêmio neste ano em comparativo à última edição, realizada em 2009. Barretto avaliou que o setor de artesanato é um dos mais importantes para a instituição, com 65 projetos e atendendo mais de 12,8 mil artesãos, sendo que todos devem ser formalizados para trabalhar com o Sebrae. ''Além de ser uma tradução da cultura e da identidade do povo brasileiro, o artesanato é importante para nossa economia. Teremos dois grandes eventos esportivos nos próximos anos aqui no País e este é um nicho que deve ser aproveitado.''
Para isso, a estratégia do Sebrae é que as cadeias produtivas do segmento ganhem mercado por meio de um incremento no profissionalismo. A entidade investe, em média, R$ 40 milhões por ano no setor. ''Só nesta rodada de negócios as vendas devem chegar a R$ 3 milhões. Até o final de 2013, pretendemos realizar um censo por todo o País para descobrir qual é de fato o impacto do artesanato na economia brasileira'', salientou o presidente.
O diretor técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, comentou que com a profissionalização há uma clara melhoria de qualidade dos produtos e canais de comercialização. ''O desenvolvimento de processo, da tecnologia, vai desde a embalagem até os materiais utilizados nas peças. Além de toda a preocupação ambiental e de sustentabilidade.''
Independentemente da área de atuação - cerâmica, têxtil, renda etc - Santos ressaltou que a preocupação dos artesãos em se tornar Microempreendedor Individual (MEI) é evidente, inclusive porque esta é uma das exigências para disputar o Top 100. ''Isso é fundamental. Para vender para pessoas físicas, jurídicas e grandes redes de varejo é preciso emitir nota fiscal. Não se trata mais de um hobby ou atividade de final de semana, mas sim de um negócio que gera renda, além de aproveitar as oportunidades que a conjuntura econômica está oferecendo.''



