Brasília - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse ontem que o governo deverá prorrogar o prazo para os bancos concluírem a operacionalização da renegociação da dívida dos produtores rurais. Ao sair de reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, Stephanes afirmou que ''há uma decisão positiva'' por parte do governo em relação a essa prorrogação e que resta agora apenas estudar como ela acontecerá sob o ponto de vista jurídico. Os técnicos do governo irão analisar, por exemplo, se é possível fazer essa prorrogação por meio de resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) ou não.
''A culpa não é dos agricultores. É uma questão operacional dos bancos'', disse Stephanes em relação ao fato de que muitos bancos não conseguiram completar em 31 de dezembro o processo de renegociação. O ministro disse que, enquanto os bancos não concluírem o processo de análise de cada processo, os produtores que entraram com processo de renegociação serão considerados adimplentes, podendo, portanto, recorrer a novos financiamentos. Ele explicou que a prorrogação não significa que novos produtores poderão pedir a renegociação. É apenas um aumento do prazo para os bancos concluírem o processo, enfatizou.
Segundo Stephanes, Mantega também concordou com o pleito apresentado por ele de liberar R$ 2 bilhões para capital de giro das cooperativas agrícolas. ''O crédito das cooperativas vai ser estudado nos próximos 10 dias para se definir qual será a fonte dos recursos'', disse. Amanhã, haverá uma reunião técnica para analisar a situação dos cafeicultores, que tiveram uma perda de renda maior devido aos preços baixos do produto e aos altos custos de produção.

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