Na visão de Ludovino Lopes, presidente da camara-e.net, os motivos para o comércio eletrônico continuar evoluindo mesmo com a queda no varejo tradicional se deve à possibilidade de acesso a uma variedade maior de produtos, de lojas atuantes no Brasil inteiro. Esse alcance cresce ainda mais à medida que ocorre a democratização da informação aos brasileiros na internet, acrescenta o presidente. E com um um leque maior de produtos à disposição na web, os brasileiros também têm acesso a uma maior variedade de preços e condições de pagamento. "Essa democratização permite acesso a preços mais baixos, e o consumidor pode comprar produtos a preços mais justos."
Produtos de valor agregado mais elevado, na opinião de Lopes, são aqueles com os quais o consumidor terá mais benefício ao fazer a compra on-line, pois estes itens poderão ser encontrados com preços mais baixos se o comprador fizer a pesquisa. Esse, inclusive, é um dos motivos pelos quais o consumidor está migrando do varejo tradicional para o virtual, diz o presidente da camara-e.net.
Pequenas e médias empresas, que amargaram os 8,6% de queda nas vendas do varejo físico, também podem se beneficiar do comércio eletrônico, observa Lopes. "Muitas pequenas e médias procuram o comércio eletrônico como complemento para as vendas físicas como uma forma de alcançar mais clientes."

COMODIDADE E FACILIDADE
Operando com o modelo de vendas diretas pelo varejo on-line desde o início, a marca de celulares Quantum – que também é uma unidade de negócios da Positivo Informática - ressalta que a aposta permanece como a escolha mais acertada. "Com isso, somos mais enxutos, dinâmicos e eficientes. Nosso produto sai da fábrica direto para a casa dos consumidores, gerando o melhor custo-benefício entre os smartphones da mesma faixa de preço", diz Marcelo Reis, general manager da Quantum. De acordo com ele, o desempenho das vendas da marca está 30% acima das estimativas iniciais.
"O e-commerce alia diversos conceitos atrativos para o consumidor. Há a questão da comodidade e da facilidade em pesquisar preços de diversos produtos em várias lojas e compará-los. Existe também a questão da segurança do consumidor e do fato dele estar cada vez mais especialista em alguns nichos. Dentro do segmento de tecnologia, por exemplo, o e-commerce ganha cada vez mais relevância, à medida que os consumidores se tornam mais experimentados com os smartphones e, assim, se sentem mais preparados para comprá-los via internet", finaliza. (M.F.C.)

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