Há alguns indicadores que apontam um processo de industrialização de Maringá maior que o de Londrina. Na Cidade Canção, a arrecadação de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), segundo a Receita Federal, é bem maior. Em 2010, Maringá somou R$ 44,9 mi de IPI e Londrina, R$ 31,9 mi, diferença de 40%. Em 2011, a diferença foi de 28% e, em 2012, de 15%. Em 2013, no acumulado até outubro, a distância voltou a crescer, chegando a 58%. Maringá já arrecadou neste ano R$ 42,1 mi e Londrina, apenas R$ 26,6 mi em IPI.
Outro dado, desta vez do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostra que a indústria maringaense tem contribuído mais com a economia daquele município. Do total de empregos criados na Cidade Canção, de janeiro de 2007 a setembro deste ano (47.250), a indústria de transformação respondeu por 13% (6.250). Já, em Londrina, 9% das vagas (4.471) são deste setor.
Para o secretário estadual da Indústria e Comércio e ex-prefeito de Maringá, Ricardo Barros, há vários fatores que explicam o desempenho econômico da cidade. "A construção civil aqui é muito forte. Estamos liberando 1,4 milhão de metros quadrados de novos empreendimentos por ano", declara. Segundo o Caged, o setor foi responsável por 1.377 vagas em Maringá neste ano, contra 649, em Londrina. A indústria de confecção e os serviços também são citados pelo secretário como pontos fortes da Cidade Canção.
Ele destaca ainda que Maringá é a cidade que mais recebe verbas da União proporcionalmente à população em todo o País. "Temos um grande canteiro de obras federais", salienta. O Município também teria grande potencial de investimento. "22% do orçamento da prefeitura é livre para investir", garante.
Ricardo Barros afirma preferir não fazer comparações com Londrina. "Não conheço bem a situação da cidade porque nunca fui chamado para discutir."

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