Mais dois países aderem ao G-20
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quinta-feira, 04 de dezembro de 2003
Jamil Chade<br> Agência Estado 
Genebra - O G-20, grupo liderado pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) para defender a liberalização agrícola, ganhou dois novos membros: Zimbábue e Tanzânia. Apesar de economicamente pouco significantes, diplomatas de Brasília esperam que a entrada dos novos parceiros seja importante politicamente para que o grupo também se coloque como um dos interlocutores dos interesses africanos nas negociações multilaterais.
0 G-20 já chegou a ter 22 membros antes da reunião ministerial de Cancún, em setembro. Diante da pressão da Casa Branca, porém, seis governos latino-americanos optaram por deixar o grupo, entre eles o Peru, Colômbia e Costa Rica. Hoje, o grupo conta com 18 membros e, além dos dois novos países africanos, tem a participação da África do Sul.
Na terça-feira, o Brasil ainda convidou outros governos africanos - Benin, Gana, Senegal e Moçambique - para uma reunião que teve como objetivo aproximar as posições.
Uma das esperanças é de que a reunião do G-20 em Brasília, no dia 12, possa se transformar em um início de um diálogo entre o grupo e a União Européia (UE), que está convidada a participar do evento.
Mas enquanto o Brasil busca fortalecer o G-20, altos funcionários dentro da OMC tentam passar a imagem de que o grupo não está sendo mantido coeso apenas por interesses circunstanciais. Em uma conversa com jornalistas, fontes da entidade revelaram que a China, outro pilar do G-20, não estaria interessada em institucionalizar o grupo de países, mas apenas utiliza-lo de forma instrumental para defender seus interesses na agricultura.


