Dois donos de postos de combustíveis se apresentaram ontem à juíza da 5ª Vara Criminial, Oneide Negrão, no Fórum de Londrina. O primeiro a prestar depoimento à juíza foi Ismael Anselmo, dono do Posto 10 de dezembro, e logo em seguida o proprietário do Posto Itália, Marcos Antonio Suriam. Os dois, juntamente com outros cinco donos de postos, tiveram prisão preventiva decretada em novembro de 2001 sob acusação de cartel na formação de preços de combustível e constrangimento de testemunhas. Os empresários estavam foragidos da Justiça desde novembro e foram os dois últimos a se apresentar.
O empresário Ismael Anselmo foi ouvido pela juíza que autorizou que ele fosse internado na Santa Casa de Londrina, para tratar de uma cólica renal. Segundo informações obtidas junto ao hospital, o proprietário do posto estava acompanhado de escolta policial.
Já Marcos Antonio Suriam foi encaminhado ao 2º Distrito Policial onde permanece detito. Segundo o advogado de Suriam, Carlos Franchello, o empresário estava escondido da Justiça um sítio em Londrina. Franchello afirmou que seu cliente não se apresentou antes à Justiça por ter sido ‘‘mal orientado’’.
Depois de ter prestado depoimento à juíza da 5ª Vara Criminal, Marcos Suriam afirmou à reportagem da Folha que não havia se apresentado antes por estar ‘‘com medo de qual tratamento receberia no 2º Distrito Policial’’.
Ele negou também ter participado de qualquer reunião ou acordo com donos de postos de Londrina para estabelecer preços de combustíveis. Perguntado sobre o motivo de os preços dos combustíveis em Londrina terem sido considerado os mais elevados do país no ano passado, ele respondeu que o valor era determinado pela distribuidora. ‘‘É só checar as notas ficais que tenho guardadas’’, afirmou. O advogado de Suriam entrou ontem mesmo com pedido de relaxamento da prisão para que seu cliente responda o processo em liberdade.
Agora são três donos de postos presos sob acusão de cartel. Os dois que se apresentaram ontem e Reginaldo Monteiro. Outros quatro donos de postos, Nilo Joji Morishita, Sandro Vicente Zanchet, Maxuel Pavesi e Luiz Jorge Bolognesi, já se apresentaram, ficaram detidos e vão responder o processo em liberdade

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