Não há como negar que está bem mais fácil encontrar oferta de financiamento para a compra, construção ou reforma da casa própria.
A Caixa Econômica Federal está com o crédito aberto para candidatos de baixa renda e para a compra e construção, atrelado à poupança vinculada. Essa última voltada também para a classe média.
Os bancos também estão interessados em conceder empréstimos a quem pretende adquirir imóvel, tanto pelo Sistema Financeiro da Habitação como pela carteira hipotecária. No SFH, a taxa de juro é mais camarada, de 12% ao ano, mas o comprador não pode ter nenhum outro imóvel; na carteira hipotecária, não há esse tipo de restrição nem limites para o empréstimo, mas a taxa de juro é mais alta.
Existem outras opções diferenciadas no Boston, até mesmo com prestações prefixadas, em que, embora a taxa seja elevada, é possível programar-se por todo o contrato, porque o valor a ser pago não muda.
As construtoras também estão com suas linhas próprias de financiamento, sem exigir comprovação de renda. O problema é que para grande parte dos consumidores, que não consegue sequer sair do vermelho, está difícil assumir um compromisso mais pesado como o de compra de um imóvel.
De todo modo, essa movimentação e a perspectiva de mais crédito com a criação do SFI, até o início do próximo ano, tendem a dar um gás e aquecer os negócios no mercado, com provável valorização dos imóveis.

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