Mais de 52% não farão compras de Natal
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quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
Pedro Henrique França<br>Agência Estado 
São Paulo - Cerca de 52,4% dos consumidores não deverão fazer compras de Natal neste ano, em razão dos altos índices de desemprego, queda da renda do consumidor e restrição de crédito. É o que aponta o estudo ''Expectativas de Consumo - Natal/2006'' realizado pelo Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), divulgado ontem. O estudo, realizado em São Paulo, considerou a intenção de compras nos segmentos do varejo de automóveis, autopeças, casa, mesa e banho, eletroeletrônicos, foto e ótica, informática, linha branca, material de construção, móveis e telefones celulares.
Segundo o coordenador geral do Provar, Claudio Felisoni, os dados refletem a diminuição do poder de compra dos consumidores. ''Os resultados são um reflexo da perda do poder de compra do consumidor'', afirmou. Para ele, os ''altos índices de desemprego, a queda de renda e restrição de crédito, motivadas pelas elevadas taxas de juros, influenciam fortemente no comportamento retraído dos consumidores''.
O estudo, entretanto, aponta uma redução no índice de consumidores que não farão compras. O resultado, de 52,4%, é inferior ao apontado na pesquisa do último trimestre de 2006, quando ficou em 63,2%.
O segmento de Telefonia e Celular aparece em primeiro lugar no estudo em intenção de compras com 9,8%. O setor de Linha Branca vem em seguida, com 8,2%. Os segmentos de Informática e Foto e Ótica aparecem empatados na terceira posição com 5,6% de intenção de compra. Para Felisoni, a estabilidade do valor cambial do dólar influencia o desempenho destes setores.
Contudo, apesar de ocuparem os primeiros lugares, o estudo aponta que todos eles tiveram variação negativa em comparação com o Natal do ano passado. Telefonia e Celular tiveram queda de 142,9% na intenção de compra, mesma variação do segmento de Informática. O setor de Linha Branca oscilou negativamente 43,9%, e Foto e Ótica apresentaram queda de 71,4%.
A pesquisa foi realizada com 500 consumidores da cidade de São Paulo, em locais de alto fluxo de potenciais consumidores, entre os dias 20 de novembro e 01 de dezembro.


