Mais de 49 mil aderem à portabilidade
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sábado, 14 de fevereiro de 2009
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Desde o início da portabilidade - que permite trocar de operadora de telefone e manter o número - 74 mil paranaenses já fizeram a solicitação e 49.846 tiveram o processo concluído. O balanço da Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações envolve as áreas 41, 42, 43, 44, 45 e 46. A maioria dos pedidos é sempre para a telefonia móvel, setor no qual a concorrência é mais acirrada. Os dados são referentes até o dia 12 de fevereiro.
Na área 43, que opera na região de Londrina, foram realizados 27.738 pedidos. Até agora, foram concluídos 20.344 processos. Esta área foi a primeira a aderir à portabilidade, implantada setembro do ano passado. Já a área 41 - que envolve Curitiba, Região Metropolitana e Litoral - passou a ter acesso à portalidade a partir de 12 de janeiro. Até agora, foram 25.039 pedidos de mudança de operadora. Esta região totalizou 15.862 processos concluídos.
Para os consumidores, a portabilidade representou a possibilidade de escolha. No entanto, algumas pessoas têm encontrado dificuldade para fazer a migração. A designer Maria Andrade é cliente pré-pago da Tim e está realizando o processo para passar para um plano pós-pago da Vivo. O prazo estipulado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para fazer a mudança é de cinco dias úteis. No entanto, já faz duas semanas que Maria iniciou a migração e ainda não conseguiu a conclusão da operadora.
''Achei super burocrático'', disse a designer. Como o aparelho dela não é compatível com as duas operadoras ela vai ter que comprar outro celular. Ela acredita que o problema maior é na prestação de serviço das empresas. ''Os funcionários não são bem instruídos'', avaliou. Ela recebeu duas orientações diferentes da Vivo. O primeiro atendente disse que ela teria que entrar na Vivo com pré-pago para depois tornar-se cliente pós-pago. O segundo funcionário informou que ela teria que fazer um plano pós-pago na Tim para depois migrar para a Vivo.
A Vivo esclareceu que a solicitação de portabilidade foi negada pela Tim por divergência de cadastro. Segundo a empresa, o CPF que a cliente informou não é o mesmo que o CPF cadastrado na Tim. A Vivo informou ainda que já estava em contato com Maria e que não tem nenhuma restrição a ela e nem a clientes pré ou pós-pago.
O oficial do Exército reformado, Nobuaki Morodome, migrou da Brasil Telecom para a GVT. Entre abril de 2008 e janeiro de 2009 ele recebeu a conta de telefone com cobrança de ligações que não tinha realizado, o que trouxe um custo irregular de cerca de R$ 600. ''Eu só estava aguardando a portabilidade (para mudar de operadora)'', contou. Segundo ele, o valor da conta passou de R$ 80 em abril para R$ 160 no último mês em que era cliente da Brasil Telecom. Morodome disse que a empresa não trouxe uma solução para o problema.
A empresa esclareceu que entrou em contato com a esposa de Morodome e resolveu as dúvidas. A companhia pretende fazer um levantamento dos pagamentos realizados pelo cliente.


