Mais de 300 buscam informações sobre condomínios da Iguaçu
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quinta-feira, 04 de abril de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
O grupo de pessoas que denunciou a construtora Iguaçu do Brasil por suspeita de estelionato organizou uma reunião para cerca de cem clientes na noite de anteontem, no Cedro Hotel, em Londrina, mas mais de 300 apareceram. Muitos deles ainda sem saber que o dono da empresa, o ex-prefeito de Mandaguari Carlos Alberto Campos de Oliveira, foi preso na última segunda-feira, com base em inquérito do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Além de clientes e proprietários de terrenos, lojistas de materiais de construção e fornecedores de equipamentos também foram ao encontro.
Um dos líderes dos clientes da Iguaçu, o comerciante Eduardo Tomasetti, afirma que a estimativa é de que os valores pagos por todos passam de R$ 60 milhões. Além de Oliveira, mais duas pessoas estão presas por suspeita de estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica na comercialização de condomínios residenciais. A investigação começou após denúncia de que a construtora não quitou pagamentos pela compra de terrenos para os empreendimentos, de que havia vendido imóveis sem ter licença para loteamento na prefeitura e de que não havia certidão de propriedade sobre algumas áreas.
O Gaeco identificou que duas pessoas, a empregada o caseiro de Oliveira, eram usados como donos da empresa, o que levou à prisão de todos os cinco. O casal, porém, já foi liberado.
Tomasetti diz que, como mais de 300 pessoas participaram do encontro, foi necessário dividi-las por empreendimento. "Esses 300 representavam mais de 600. É gente que comprou até dez imóveis", diz. O grupo busca se organizar para recorrer à Justiça e recuperar o investimento. "São pessoas que deram terreno, caminhão, chácara, gente chorando, passando mal", conta.
Como opções, discutem formar associações por condomínio, organizar ações coletivas ou individuais. Porém, todos devem esperar o desenrolar das ações do promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Sogaiar, que pediu à Justiça o sequestro de bens de pessoas ligadas à Iguaçu. Ele disse ontem que a resposta da Justiça deve sair hoje, na mesma data em que vence o prazo de cinco dias para a prisão temporária dos envolvidos.


