Mais de 3 milhões de m² em projetos esperam Plano Diretor
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
Londrina tem até 3 milhões de metros quadrados (m²) de projetos de construção à espera da aprovação das duas propostas de lei complementares ao Plano Diretor, segundo dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) do Norte do Paraná. A avaliação é de que o novo texto da lei será mais vantajoso ao setor, o que faz com que as construtoras aguardem para fazer pedidos de liberação para empreendimentos.
A entidade divulgou ontem que o total de áreas aprovadas em projetos na cidade deve fechar 2013 com 1,6 milhão de m², 38% a menos do que os 2,6 milhões de m² do ano anterior. No entanto, os números de 2012 representam um ponto fora da curva, diz o vice-presidente administrativo do Sinduscon, Gerson Guariente Junior.
Ele afirma que o volume em 2011 foi de 1,5 milhão de m² e a previsão para o ano seguinte era ficar no mesmo patamar. Porém, notícias sobre a aceleração do processo de votação do Plano Diretor, há dois anos, levaram a uma corrida para registro de processos na Prefeitura. "Quem tem projeto estocado acelera as aprovações durante a lei que está em vigor porque, dependendo do que mudar, terá mais vantagem. Se ficar mais favorável depois, você refaz o registro dos projetos e usa a lei atual", explica Guariente.
A diferença para 2014 é que os diretores de construtoras já consideram mais atrativa a proposta em discussão na Câmara para os dois itens que faltam do Plano Diretor, relativos ao Uso e Ocupação do Solo (zoneamento) e ao Sistema Viário. Isso deve gerar nova corrida nos pedidos de projetos de obras. "Entre associados, dá mais ou menos 3 milhões de m² que estão aguardando a aprovação do Plano Diretor novo", calcula Guariente, antes de completar que a mudança empurraria a área total liberada em 2014 para patamar mais próximo ao de 2012 do que ao de 2013.
Para o recém-empossado presidente do Sinduscon da região, Osmar Ceolin Alves, o problema não impede que o setor continue com a variação média dos últimos oito anos, de 4,5% anuais. Porém, ele justifica que há situações em que a demora na regulamentação de normas impede que o crescimento de um dos segmentos mais importantes para que a cidade seja ainda maior. "É um setor que representa 16% do PIB (Produto Interno Bruto) de Londrina e emprega quase 12 mil trabalhadores formais."
O vice-presidente administrativo do Sinduscon, Gerson Guariente, afirma que um exemplo do impacto econômico positivo seria a possibilidade do lançamento de quatro distritos industriais, previstos no projeto de Plano Diretor. Ele diz que, depois da aprovação da lei, deve ocorrer um aumento na aprovação de loteamentos e de construções industriais.
Minha Casa Minha Vida
Ainda, o vice-presidente cita que quase não houve aprovações no município, nos últimos dois anos, de obras pelo programa Minha Casa Minha Vida, que garante subsídios para famílias de menor renda. "Isso porque não temos área para o programa. Os projetos relevantes que tramitam são os que fazem a alteração do perímetro urbano para incorporar áreas, para que se crie uma nova localidade com zoneamento", cita Guariente.
Conforme os números divulgados ontem pelo Sinduscon, com base em dados da Secretaria de Obras de Londrina, foram 79 mil m² de residências aprovadas pelo programa entre junho e setembro de 2013 na cidade, ou 1,7 mil unidades. No entanto, entre janeiro de 2012 e maio de 2013 não houve um só pedido liberado. Guariente diz que parte do problema são os preços dos terrenos, mas que a falta de áreas ainda é a maior causa.
Continue lendo:
- Projeto deve retornar à Câmara
- Fim de semana terá Salão Imobiliário



