Mais crédito manteve expansão econômica
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terça-feira, 18 de novembro de 2008
Renata Veríssimo e Fabio Graner<BR>Agência Estado 
Brasília - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou ontem que o crescimento do crédito foi um fator decisivo para ampliar o ritmo de expansão da economia. Ele lembrou que, de 2003 até este ano, o crédito passou de 22% para 36% do Produto Interno Bruto (PIB). Na avaliação de Paulo Bernardo, a economia deve crescer mais de 5% este ano, depois de uma expansão de 5,4% em 2007.
Segundo o ministro, é preciso zelar pelo crédito, um dos fatores fundamentais para irrigar a economia neste momento de recessão em outras economias, como nos Estados Unidos, Japão e Europa. Ele afirmou que, de alguma forma, o Brasil será atingido e que, por isso, é preciso construir uma âncora para que a economia sofra o menos possível, para que a gente possa retomar na seqüência.
Paulo Bernardo disse que Brasil tem grandes bancos públicos federais, que são vitais para o processo de desenvolvimento econômico do País. Ele destacou, no entanto, que o governo continuará esperando que os bancos continuem sendo administrados pelas regras da boa governança.
Paulo Bernardo e o ministro da Previdência, José Pimentel, assinaram ontem um convênio para permitir que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal (CEF) possam conceder crédito imobiliário para servidores públicos federais. Segundo a presidente da CEF, Maria Fernanda Coelho, neste primeiro momento, cerca de 1,3 milhão de servidores devem ser beneficiados com prazos e taxas de juros especiais. Segundo ela, são as melhores condições do mercado.
Neste momento de crise, em que se discute a eficiência do Estado, essa discussão não passa só pelas medidas econômicas adotadas, mas também pela valorização do servidor público, argumentou. Segundo ela, a CEF iniciou o ano com a previsão de investir R$ 17 bilhões em crédito imobiliário, mas deve fechar o ano com uma liberação de R$ 22 bilhões.
O presidente do Banco do Brasil, José Antonio Lima Neto, afirmou que o governo e os bancos federais têm tomado medidas para amortecer os efeitos da crise financeira mundial no Brasil. Segundo ele, o convênio assinado demonstra força de vontade dos bancos para manter o bom momento da economia brasileira. Os efeitos desse financiamento serão bastante espraiados, afirmou.
Micros
Bernardo informou também que está discutindo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a possibilidade de regulamentar o crédito às microempresas que vendem seus produtos para o governo. Segundo ele, a idéia é que essas vendas possam lastrear linhas de crédito. O ministro explicou que o que precisa ser regulamentado é a forma de emissão de um recebível ou de uma duplicata que possa vir a ser descontada no banco. Paulo Bernardo afirmou que a medida abre a possibilidade para os bancos fazerem empréstimos para as micro empresas que têm, principalmente, dificuldades de dar garantias. O ministro informou que no ano passado as vendas das micro empresas para o governo somaram
$ 9 bilhões.


