Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla), 2005 foi o ano da competitividade no setor, os preços não foram reajustados e novos produtos entraram no mercado. Conforme dados da instituição, no ano passado as empresas do segmento sofreram uma queda de 4% no faturamento, apesar do volume de venda ter registrado um aumento de 3%.
A explicação para esse resultado é que as indústrias assumiram o reajuste dos insumos e dos custos de produção em geral, sem repassar ao consumidor esses aumentos. De acordo com informações da Abipla, a queda no faturamento também se deve à redução de renda do trabalhador, que migrou para os produtos de marcas mais baratas. Ou seja, a quantidade de produtos vendida no ano foi maior, mas por preços mais baratos ou estagnados.
Um dado importante no setor de produtos de limpeza em 2005, conforme a assessoria, foi a entrada de novos fabricantes no mercado ou fabricantes nem tão novos, mas que resolveram investir em outras categorias de produtos, o que provocou uma competitividade mais agressiva em alguns segmentos. Exemplo disso é a categoria de detergentes em pó, que representa cerca de 35% do faturamento total de produtos de limpeza.
A entrada de novos fabricantes nesse mercado e o lançamento de novos produtos provocaram uma competição acirrada entre as empresas, com investimentos vultosos em novas tecnologias, novas embalagens e publicidade nos meios de comunicação de massa. Quem saiu favorecido, segundo a associação foi o consumidor, que teve um leque maior de opções a seu dispor.
Para o setor, que luta diariamente contra as empresas clandestinas, a expectativa para 2006 é um crescimento, pelo menos, de acordo com o PIB. A associação espera que este ano sejam desenvolvidas algumas ações para melhorar o desempenho do setor. É o caso da redução da carga tributária, que penaliza fortemente as indústrias e torna a concorrência desleal com os produtos clandestinos, uma vez que estes não pagam impostos. Além disso, a simplificação da legislação sanitária deve trazer novos ares para os fabricantes, facilitando o lançamento de novos produtos e, inclusive, trazendo as empresas informais para a legalidade. (E.Z.)

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