Mais carros circulando nas ruas do País
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Michelly Chaves Teixeira<br> Agência Estado 
São Paulo - A antecipação das compras de veículos em junho, prazo em que terminaria o benefício da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor, deprimiu os dados de vendas e produção de veículos em julho, apesar de o governo ter prorrogado o benefício. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), no mês passado foram vendidas 285.416 unidades, queda de 4,9% em relação ao mês anterior e de 0,9% na comparação com julho do ano passado. A produção somou 281.626 unidades no sétimo mês do ano, o que representa um declínio de 0,9% em relação a junho e 11,5% em relação a julho do ano passado.
Mas, para o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, as vendas em julho foram ''fortes''. Schneider disse que é ''difícil'' projetar o desempenho de agosto e que as vendas estão ocorrendo em um ritmo ''normal''. De acordo com ele, julho exibiu o terceiro melhor resultado nas vendas em toda a história da indústria. Junho passado foi o melhor mês para o setor, com vendas de 300,2 mil autoveículos. O setor apresentou em julho de 2008 o segundo melhor desempenho, com 288,1 unidades vendidas.
As vendas entre janeiro e julho atingiram 1,74 milhão de unidades, o que representa um avanço de 2,4% ante igual intervalo de 2008, um recorde histórico para o período. No acumulado do ano, o setor produziu 1.752.817 veículos, o que representa uma retração de 12,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
Estoques
Embora esteja se normalizando, o nível de estoques da indústria automobilística permaneceu baixo em julho, disse Schneider, para quem a situação dos estoques deve se normalizar neste mês de agosto. ''Já deve estar equilibrado neste momento'', afirmou.
Segundo o representante, os estoques em julho eram de 208.796 unidades, o correspondente a 22 dias. O número é melhor que os 178.793 veículos que estavam estocados em junho (18 dias), mas a indústria considera ''confortável'' um estoque entre 23 e 25 dias. ''Os estoques estavam muito abaixo do normal, mas neste mês de julho viu-se uma retomada'', observou.


