Prevendo o crescimento da demanda por Gás Natural Veicular (GNV) nos próximos anos em Curitiba, a BR Distribuidora assinou contrato ontem com a Companhia Paranaense de Gás (Compagas) para construção de dez postos de vendas de GNV na cidade. Os postos começam a entrar em funcionamento em junho. Curitiba tem apenas um posto que vende gás veicular e hoje comercializa cerca de 3,7 mil metros cúbicos por dia. A frota movida a GNV na cidade é de mais de 250 veículos, com rápido crescimento. Diariamente são feitas, em média, dez conversões em Curitiba.
Os investimentos previstos pela BR Distribuidora são de R$ 7 milhões na construção de dois postos próprios. Nos outros oito serão feitas adaptações em parceria com os proprietários para a instalação de compressores e dispensers (bomba com bicos próprios para abaster os veículos), o que exigirá outros R$ 600 mil.
‘‘Essa medida da BR Distribuidora é ousada e mostra o quanto as distribuidoras estão apostando nesse novo combustível’’, disse o presidente da Compagas, Antonio Fernando Krempel. Segundo o gerente de gás da BR Distribuidora, Alexandre Penna Rodrigues, o crescimento do uso de GNV na região nordeste e no sudeste ficou acima das expectativas. ‘‘Na região sul estamos nos antecipando à demanda para evitar que se formem filas nos postos de abastecimento’’, explica o gerente.
A BR Distribuidora também assinou convênio com a Urbs, empresa que gerencia o transporte em Curitiba, para poder usar uma área da rodoferroviária ao lado do Posto Cidade Sorriso. O posto com bandeira BR deve começar a fornecer o gás veicular em julho. No terreno serão instalados os tanques e compressores. Esse posto deve atender os taxistas que trabalham na rodoferroviária.
Segundo o presidente da Compagas, existem outras distribuidoras interessadas em vender GNV em Curitiba. Mas novos contratos dependem de uma ampliação na rede de distribuição de gás. ‘‘O GNV é um combustível onde todos ganham. O usuário consegue uma economia de 60% nos gastos com combustível, as distribuidoras conseguem bons rendimentos e a sociedade ganha com a preservação do meio ambiente’’, explica. Com o GNV as emissões de poluentes como dióxido de carbono ficam próxima de zero.

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