Na visão de Gilmar Machado, presidente do Sindicato da Indústria de Software do Paraná (Sinfor-PR) e diretor da Gelt, em Londrina, as empresas do sindicato mais se beneficiaram que se prejudicaram com o Plano Brasil Maior. Segundo ele, o faturamento das empresas de software associadas é baixo, o que leva para baixo a contribuição previndenciária patronal. ''Londrina tem característica de polo tecnológico na área de conhecimento, não no fator rentabilidade.''
''Para empresas que trabalham na área de serviços, o plano acaba sendo vantajoso, porque depende muito de mão de obra. Já empresas com foco em produtos saem prejudicadas, já que a mão de obra não tem impacto tão grande na composição do preço'', opina Pedro Casagrande, presidente do Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação (APL TI) de Londrina e Região. Para ele, as empresas do arranjo também se beneficiaram muito com a nova medida do governo, pois o perfil das companhias é mais parecido com o da área de serviços, com atividade de customização de softwares.
Machado conta que no final do ano passado fez uma análise contábil de sua empresa para decidir se continuava com tributação baseada em Lucro Real ou se migrava para o Simples. As conclusões o levaram a crer que o plano do governo traria benefícios à sua empresa, e por isso optou por manter-se no Lucro Real. (M.F.C.)

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