A uma semana da data-limite, 30 de abril, para entregar a declaração do IR, a maioria dos contribuintes ainda não entregou o documento. Dos 19 milhões de declarações que a Receita Federal espera receber, apenas 6,8 milhões haviam sido enviadas até quinta-feira. Portanto, a menos que muitos contribuintes tenham aproveitado esses dias de feriado prolongado para fazer a declaração, é bastante provável que quem deixar para enviá-la nos últimos dias vai enfrentar congestionamento na internet e no telefone e filas nas agências dos Correios e bancos credenciados.
Deixar para fazer a declaração nos últimos dias ou até mesmo nas últimas horas costuma trazer outro tipo de problema para o contribuinte. Como não se organizaram antecipadamente, eles poderão perceber, em cima da hora, que não dispõem de todos os documentos, como os informes de rendimento assalariado, de aplicações bancárias, recibos médicos e até a cópia da declaração do ano anterior, com dados que devem ser utilizados também neste ano. A falta desses documentos, no entanto, não serve como justificativa para o contribuinte deixar de entregar a declaração ou omitir informações, o que pode levá-lo à malha fina.
As declarações pela Internet (www.receita.fazenda.gov.br), no formulário online (que dispensa o uso do programa IRPF 2003) e pelo Receitafone (0300-780300) deverão ser transmitidas até as 20 horas do dia 30. A entrega dos disquetes no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal e dos formulários nas agências dos Correios deverá ser feita até o dia 30 no horário de funcionamento dessas instituições. Quem perder o prazo pagará multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% sobre o imposto devido.

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