Um estudo do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) mostra que 67% dos contribuintes do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), ganham, mensalmente, R$ 1.500,00. O estudo da Unafisco foi encaminhado à Câmara dos Deputados, numa tentativa de derrubar o aumento do limite de isenção do IRPF, aprovado na Comissão de Finanças da Casa, que, segundo a entidade, seria uma tentativa do governo em rever a queda da arrecadação decorrente da atualização da tabela do IR, e que é estimada em R$ 4 bilhões.
Alguns dos principais dados do estudo dos auditores são os seguintes: ''A alíquota do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) caiu de 25% para 15%, no período em questão, de 95 a 2001. As alíquotas do adicional sobre o lucro real também foram reduzidas de 12% (lucro real até R$ 180 mil) e 18% (lucro real até R$ 780 mil) para 10% para lucro real acima de R$ 240 mil.
Antes, uma instituição financeira que tivesse R$ 800 mil de lucro real ao ano pagava 43% e, hoje, paga apenas 25% (Leis 9.240/95 e 8.981/95); Eliminação da alíquota de 35% do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para os contribuintes com renda mais elevadas (Lei 9.250/95), ficando apenas duas faixas com alíquotas de 15% e 27,5%;
Isentou a distribuição dos lucros eliminando o IR na fonte sobre os lucros e dividendos (Lei 9.294/95); Limitou a dedução com instrução a R$ 1.700 e eliminou a possibilidade de deduzir material escolar, curso de idiomas, etc;
Aumentou o número de contribuintes nos últimos seis anos, que subiu de 6 milhões para 13 milhões, com o congelamento da tabela IRPF, criando o mecanismo de confisco fiscal junto às camadas de baixa renda, já que pessoas que antes estavam isentas, passaram a ser descontadas na fonte. Concedeu anistia ao Refis (financiamento da dívida das empresas, excluídas as pessoas físicas), com parcelamentos facilitados;
Uma outra análise feita pelos auditores diz que, ''entre os sete países ricos que compõem a OCDE (Organização dos Países Desenvolvidos para a Cooperação Econômica), a alíquota média sobre o consumo é de 12,65%, sobre os rendimentos do trabalho, 32,83%, e sobre o capital, 38,43%. No Brasil, a tributação sobre o consumo é de 22,41%, sobre os rendimentos do trabalho, 25,21%, e sobre o capital, 11,77% (período de 1995-1997)''.

mockup