Estudo divulgado pela Kaspersky Lab nesta semana mostrou que quase todos os caixas eletrônicos do mundo podem ser acessados ilegalmente e roubados, com ou sem a ajuda de um malware (código malicioso). De acordo com a pesquisa, isso ocorre por causa do uso generalizado de software desatualizado e inseguro, erros de configuração de rede e falta de segurança física em peças críticas dos equipamentos.
Se até então a maior ameaça aos caixas eletrônicos eram os skimmers – dispositivos especiais que quando conectados às máquinas roubam dados das tarjas magnéticas dos cartões -, hoje, com a evolução das técnicas dos criminosos, as ameaças são outras.
Uma delas é o uso de softwares antigos e desatualizados, como o Windows XP, que tornam os caixas eletrônicos suscetíveis a infecções. Em outros casos, os pesquisadores da Kaspersky Lab descobriram que não é nem preciso o uso de um malware para infectar o equipamento, pois a falta de segurança física já permite que terceiros tenham fácil acesso ao computador interno ou ao cabo de rede dos caixas eletrônicos.
Dessa forma, os criminosos podem instalar microcomputadores (chamados de caixas pretas) nos caixas eletrônicos para acessá-los remotamente. "Os resultados de nossa pesquisa mostram que, embora os fornecedores estejam tentando desenvolver caixas eletrônicos com recursos de segurança mais eficientes, muitos bancos ainda usam modelos antigos e inseguros, o que os deixa vulneráveis aos ataques, que desafiam ativamente a segurança destes dispositivos", observa Olga Kochetova, especialista em testes de penetração da Kaspersky Lab em nota enviada pela assessoria de imprensa da companhia.
"Acreditamos que isso seja consequência de uma convicção infundada de muitos anos, a de que os cibercriminosos teriam interesse apenas em ataques contra os bancos online. Claro que eles se interessam por esses ataques, mas também valorizam cada vez mais a exploração de vulnerabilidades nos caixas eletrônicos, já que, nesses ataques diretos, o caminho até o dinheiro real é curto", continua.

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