Sete em cada dez brasileiros gostariam de ter flexibilidade de horário de trabalho. A mesma proporção teria preferência por trabalhar em casa ou em local alternativo à sede da empresa. E 58% gostariam de fragmentar as férias em mais de dois períodos no ano. Os dados fazem parte de uma pesquisa feita pelo Ibope, por encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada semana passada.
Apesar de desejarem um horário de trabalho flexível, segundo o levantamento, somente 38% dos trabalhadores com emprego formal têm essa possibilidade. Já, entre os informais, são 76%. De acordo com o Ibope, 42% dos que têm vínculo formal contam com flexibilidade em relação ao local do trabalho. Naturalmente, entre os informais, essa porcentagem sobe para 74%.
A gerente-executiva de Relações do Trabalho da CNI, Sylvia Lorena, considera que a pesquisa reafirma a necessidade de o País modernizar as relações de trabalho. "Os brasileiros querem valorizar a negociação entre as empresas e trabalhadores de modo a poder ajustar sua rotina de trabalho", declara. Ela lembra que a legislação trabalhista atual é da década de 1940. "Está desatualizada, não acompanhou as novas formas de se trabalhar, produzir e competir. Precisa ser modernizada", defende.
Lorena ressalta que o Ibope mostrou altas porcentagens de apoio à flexibilização da legislação trabalhista e que essa é uma das principais "agendas" da CNI. "O importante é deixar claro que flexibilizar mediante negociação não significa suprimir direitos."
Mas não é essa a visão dos sindicatos. "Flexibilizar é precarizar", declara a presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Paraná, Regina Cruz.

Conjunto de leis e regras que regulam e definem as condições de relação entre empregado e patrão

Segundo ela, há o risco de os trabalhadores precisarem se sujeitar a baixos salários, aumento da jornada de trabalho e perdas de direitos trabalhistas

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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