Maioria diz que vai parar
Nas estradas da região, os caminhoneiros estão divididos quanto à greve, mas a maioria diz que vai parar. ''Eu acho que todo mundo tem de parar mesmo. O valor do frete está muito baixo. A gente tem de pagar para tomar banho na estrada'', reclama Emílio Benkal, 42 anos, autônomo de Mafra (SC). Por ele, a carta-frete deveria voltar a circular. ''E esse descanso de 11 horas é ruim porque a gente vai demorar bem mais tempo para voltar para casa'', reclama.
Lourinaldo da Silva, 43, do Rio de Janeiro, afirma que pretende parar por medo de vandalismo dos grevistas. ''Tem que parar para não correr o risco de levar umas pedradas.'' Ele é empregado e diz estar preocupado com o impacto da lei do descanso na transportadora na qual trabalha. ''Não sei se a minha empresa vai conseguir continuar pagando os salários se a gente tiver de descansar tudo o que a lei manda'', salienta. .
Já o catarinense de Barra Velha, Carlos Edson Lowen, 42, diz que será ''obrigado a parar''. ''Vou descarregar em Santa Catarina e ficar em casa esperando. Acho que o caminhoneiro deveria poder receber pelo frete em dinheiro'', declara.
Para José Antonio da Silva, 47, de São Pedro do Ivaí, Noroeste do Estado, a greve, se acontecer, só vai beneficiar as empresas. ''Esta é uma greve de patrão. Eles é que estão perdendo'', alega. Também empregado, ele só teme por uma redução salarial por causa da lei do descanso. ''Se isso acontecer, aí eu vou querer fazer greve'', aponta.
O autônomo de Maringá Clodonaldo Sérgio Fávaro, 37, decidiu não aderir ao movimento. ''Não vejo motivos. O fim da carta-frete é positivo e o descanso é importante. Não vou fazer greve para as grandes empresas'', ressalta. (N.B.)





