Maioria desconhece acordo entre MP e Sindicombustíveis
O Posto Central, na Rua Professor João Cândido, baixou a gasolina ontem para R$ 2,54 o litro. O pessoal não está nem percebendo. Alguns até perguntam, mas a maioria não sabe. O brasileiro é meio desatualizado e não lê jornal, argumentou o frentista João Roberto.
O consultor de empresas André Ponces disse que havia chegado de São Paulo no dia anterior (quinta-feira). Lá, a gasolina está R$ 2,24, mas na Rodovia Castelo Branco paguei quase R$ 2,70 o litro, comentou ele, acrescentando que para quem anda bastante R$ 0,04 pode influir, mas para ele não.
No Posto Duim, Avenida Maringá, de R$ 2,58 a gasolina comum passou para R$ 2,54. Também houve redução de R$ 0,04 na aditivada e na podium, que custavam ontem R$ 2,55 e R$ 2,95, respectivamente. Tem gente perguntando se está baixando, mas tem outros que nem viram, comenta um funcionário.
O comerciante Carlos Sanches não sabia do acordo feito entre o Sindicombustíveis e o Ministério Público. Quatro centavos não é suficiente, não refresca nada, mas já sinaliza para alguma coisa positiva. Estive ontem (quinta-feira) em São Paulo e vi que lá os preços são bem mais baixos, inclusive do álcool, em torno de R$ 1,29. Por que será que lá é mais barato, será o frete? questiona.
Sanches acredita ainda que ter um posto pode ser um bom negócio. Se não fosse bom, porque a concorrência é tão grande. Veja, temos três postos só nesta esquina, disse o comerciante, referindo-se ao Carajás, Samuara e Duim, na Avenida Maringá, a menos de 100 metros um do outro.
O autônomo Ivo Ferreira dos Santos abastecia sua moto no Posto Energy, na zona norte, onde o litro da gasolina baixou para R$ 2,51. Ele não sabia da redução e disse que ainda acha alto. Nunca consigo encher o tanque, coloco sempre R$ 10, comentou. (V.B.)





