Uma pesquisa realizada pela Abragames em 2004 revelou que a indústria de games não é tão recente no País quanto parece. O levantamento mostrou que desde os anos 80 há uma tentativa de abertura do mercado, mas as primeiras empresas surgiram em 92. O Paraná concentra o maior porcentual - 33% - de indústrias estabelecidas no País; seguido por São Paulo, 30%; e Rio de Janeiro, com 12%. Conforme o presidente da Abragames, Marcelo Carvalho, a concentração de empresas no Paraná é resultado de dois fatores: criação da Gamenet-PR, rede indústrias locais, e ao investimento do governo do Estado.

No País, o mercado de jogos está dividido em nichos. A maioria - 72% - foca o mercado tradicional, no entanto já há investimentos nos advergames (jogos publicitários) e business games (simulação de negócios cuja finalidade é o aprendizado) e middlewares (ferramenta necessária para o processo de desenvolvimento e manutenção de jogos). A maioria das empresas - 63% - atua no mercado de jogos para computadores e 22% delas desenvolvem games para celulares.

Em média, cada empresa de jogos emprega 15 pessoas. No Brasil, para cada programador há um artista (ilustrador ou modelador 3D). Em mercados onde o segmento já está consolidado - como Europa e Estados Unidos - normalmente, são dois artistas para cada programador. (F.M.)

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