Maioria da população está em dia com as contas
Apesar do crescimento no índice da inadimplência, 48,32% dos londrinenses conseguem pagar as contas em dia e ainda dispõem de algum dinheiro restante. Outros 35,07% pagam as contas, mas não conseguem poupar. Já 8,56% da população não conseguem manter as contas em dia e 8,05% sempre recorrem a algum financiamento. Esse perfil foi apontado por uma pesquisa realizada pela Faculdade Pitágoras, que entrevistou 981 pessoas em todas as regiões de Londrina entre outubro e novembro de 2010.
O coordenador da pesquisa, professor Danilo de Góes Guitti, explica que é preciso diferenciar os conceitos de comprometimento financeiro e dívida. ''O comprometimento é a soma de todas as parcelas que o consumidor possui no mesmo mês, vindas de algum consórcio ou compra a prazo. Já as dívidas correspondem à inadimplência - ou a tudo aquilo que o consumidor deve -, pois não pagou após o vencimento'', esclarece. Em Londrina 8,56% da população está nessa situação de endividamento. Segundo Guitti, esse número chama a atenção, pois a média de devedores apontada pelo Banco Central para região Sul do Brasil é de 5,14%. ''Com base na população de Londrina contabilizada pelo último Censo, isso quer dizer que cerca de 48 mil pessoas possuem dívidas na cidade'', destaca.
O levantamento ainda mostra que, entre os devedores, 51,19% possuem mais de 70% da renda comprometida com dívidas. De acordo com Danilo Guitti, a recomendação é que o comprometimento da renda com compras esporádicas deve ser de cerca de 10% a 15%. ''As pessoas têm que lembrar que aproximadamente 80% da renda mensal costuma ser destinada a contas fixas, como aluguel, condomínio, alimentação, escola dos filhos, transporte'', alerta. Outra sugestão do professor é de que os consumidores só iniciem uma dívida após concluírem o pagamento de faturas anteriores.
A pesquisa aponta que a principal origem desses débitos advém do uso de cartão de crédito (22%), seguido pelos carnês de lojas (8,7%), empréstimos bancários (8,3%), telefone celular (8,3%), financiamento de carro (6,6%), cheque especial (5,8%) e aluguel (4%). Apesar dos números, a pesquisa registra, segundo o professor, uma maturidade do consumidor, tendo em vista que 61% dos devedores reconhece a falta de planejamento e o consumo impulsivo como causas das dívidas. A margem de erro da pesquisa é 7%. (M.F.)





