Maiores demandas virão do pré-sal e eventos esportivos
Ainda que alguns setores já demonstrem engessamento por causa da falta de qualificação no mercado, a expectativa é de que deve vir da extração do petróleo do pré-sal e de subsetores relacionados a maior demanda por trabalhadores, que hoje estão sem especialização. Com a sobra de vagas sem condições de serem preenchidas pelos brasileiros, cresce o número de profissionais estrangeiros interessados em empregos no País. Nos primeiros seis meses de 2010, mais de 22 mil profissionais de fora pediram visto de trabalho no Brasil, um crescimento de 20% em relação ao mesmo período de 2009.
Mais do que isso, foi o maior ingresso formal para o período da história. Na segunda metade de 2010, as coisas não estão muito diferentes. O ponto, conforme indicam dados do ministério, é que não se tratam mais apenas de postos de altíssima qualificação ou que estejam relacionados com a exigência de um representante da mesma origem de uma empresa multinacional que se instale por aqui. Com o boom da construção civil, que deve ganhar ainda mais força com a proximidade de grandiosos eventos esportivos, como a Copa do Mundo (2014) e a Olimpíada (2016), começam a aparecer mais vagas que trabalhadores em obras por todas as partes do País.
O governo tem procurado suprir parte dessa demanda. Em 2010, estão em vigência 1,033 milhão de contratos de formação de profissionais no Plano Nacional de Qualificação (PNQ), um dos mecanismos de política pública de trabalho e renda no âmbito do Fundo do Amparo ao Trabalhador (FAT). Mas não tem sido suficiente. Tanto que muitas empresas têm buscado treinar seus empregados por conta própria. Lupi também tem consciência que a resposta para o problema não será imediata. É algo para 15 ou 20 anos, diz. Resta saber se o Brasil conseguirá prosseguir em desenvolvimento até lá. (C.F./A.E.)





