Maiores BCs do mundo avaliam conjuntura
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de março de 2003
Agência Estado 
Basiléia - O Banco Central tentará mostrar aos xerifes das finanças mundiais, hoje, que depois de pouco mais de dois meses do início do novo governo no Brasil as reformas já estão em andamento e que a economia está entrando em um ''bom caminho''. Durante todo o dia o Grupo dos 10 maiores bancos centrais do mundo, conhecido como o G-10, se reúne na sede do Banco Internacional de Compensações (BIS), na Basiléia, com o objetivo de avaliar a atual situação dos mercados financeiros.
Além das conversações sobre as perspectivas de crescimento para os Estados Unidos, Europa e Japão, os presidentes dos bancos centrais, entre eles o Federal Reserve Bank, darão espaço para que o Brasil faça uma apresentação sobre sua situação.
''Sempre há muito interesse pelo que ocorre no Brasil'', afirma Benny Parnes, diretor do departamento internacional do BC e que será o representante brasileiro na reunião de hoje. Apesar de mostrar otimismo, Parnes alerta que ''o caminho para o ajuste é longo''.
Dívida - Segundo o Guia de Risco 2003, publicado pela Companhia Francesa para Assegurar o Comércio Exterior (Cofase), o Brasil ainda precisa provar que é um país seguro para receber investimentos. O Brasil ganhou nota C na publicação, que classificou 141 países em uma escala de A à D.
O motivo da nota baixa recebida pelo País é sua dívida exterior, que na avaliação dos especialistas franceses é ''insustentável'' ao longo prazo. Além disso, a dívida pública contribui para uma percepção ainda pouco positiva em relação ao Brasil. A nota mais alta ficou para países como o Reino Unido, Dinamarca, Irlanda e Suíça. Já a Argentina recebeu a pior avaliação possível, juntamente com Cuba, Nicarágua e Equador.
Guerra - Além da situação dos países emergentes, outro tema que fará parte das conversas de amanhã é o efeito que uma guerra contra o Iraque
pode ter para a estabilidade do sistema financeiro internacional.
Especialistas apontam que, todas as vezes em que uma guerra de proporções significativas ocorreu, a economia mundial foi uma das primeiras vítimas. No que se refere ao Iraque, o BIS teme que a teoria prove ser verdadeira.
Outro temor dos presidentes é que o preço do petróleo possa chegar a níveis insustentáveis para alguns países. Um recente estudo feito pela ONU mostra que se o preço do barril for mantido em uma nível alto por vários meses, algumas das principais economias européias podem quebrar.


