Maior renda familiar cria nova classe social
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sexta-feira, 19 de setembro de 2008
<br> Agência Brasil 
São Paulo - A redução da desigualdade social vem beneficiando diretamente uma nova classe social, a nova classe média. A avaliação é do economista Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas (FGV). O levantamento tem por base estudo conduzido pela instituição: ''Miséria e a Nova Classe Média na Década da Igualdade''. Esta nova hierarquia, ou classe C, é a que tem renda familiar total variando de R$ 1.064 a R$ 4.591.
''Essa é a década da redução da desigualdade, já por sete anos consecutivos. É uma marca expressiva. Ela acaba engendrando desde a redução da miséria até o aumento de seguimentos médios da população, como a chamada nova classe média'', declarou o chefe do Centro de Políticas Sociais do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, ao comentar a pesquisa ''
O estudo aponta que em 2007 a classe média cresceu 4.4%, em grande parte por causa do aumento significativo no número de empregos formais. Os dados da pesquisa registram que hoje existem cerca de 1,8 milhão de empregos com carteiras assinadas.
A pobreza, ainda segundo a pesquisa, caiu 6% em 2007 - de 19% da população em 2006 para 18,11% em 2007 - e 1, 5 milhão de pessoas saíram da linha de pobreza. De acordo com a FGV, existem hoje no Brasil cerca de 33,6 milhões miseráveis, o equivalente a 18% da população.
Os dados também mostram que em 2007 os 10% mais pobres da população - com renda per capita inferior a R$ 135 por mês - perderam 5,5% da renda mensal, cerca de R$ 2.


