O grupo que fará a modelagem da Copel para a privatização será o consórcio Diamante, liderado pelo banco Kleiwort Benson e com participação do Dresdner e Fator. O resultado da concorrência pública foi anunciado ontem pela Comissão Especial de Licitação. O Diamante saiu vitorioso sobre o único concorrente, o consórcio liderado pelo Deutsch Bank, mesmo tendo apresentado proposta de serviço mais cara.
O Diamante cobrará R$ 543 mil, mais 0,16% sobre o resultado final da venda, para preparar a Copel para a privatização. O Deutsch tinha proposto a metade do preço, ou seja, por R$ 260 mil. Ele cobraria 0,15% de taxa de sucesso. Mesmo com preço menor, o Deutsch perdeu porque o adversário recebeu mais pontuação na proposta técnica. O Diamante ficou com 94,16 pontos e o Deutsch com 91,53.
‘‘A proposta técnica foi exigente e excluiu muitos grupos’’, avaliou ontem o gerente do Banco Fator, Carlos Fonseca, depois de saber que seu grupo saiu vitorioso. O Deutsch Bank não saiu satisfeito com o resultado e analisa a possibilidade de entrar com recurso. Para isso, tem prazo de cinco dias úteis. Só depois disso será confirmada a vitória.
O Deutsch se irritou pelo fato de ter perdido pontos na parte técnica. ‘‘É grave para o Deutsch o não reconhecimento de três alienações feitas’’, disse o advogado Rubens Serra, do escritório que integra o consórcio. O diretor do banco, Gert Wunderlich, preferiu não polemizar e disse que um possível recurso será avaliado.
Independente do vencedor, as duas propostas comerciais ficaram muito aquém do preço máximo de R$ 2,5 milhões, estipulado pela Comissão de Licitação. ‘‘Surpreendeu bastante. Eles levaram em conta a taxa de sucesso, pois sabem que a Copel é lucro certo’’, avaliou a presidente da comissão Lúcia Biscaia.
‘‘A concorrência foi o que mais pesou na hora de definirmos o preço’’, afirmou o gerente do Banco Fator.
A Booz Allen & Hamilton venceu a concorrência para o serviço A, que é apenas a definição do preço. Ela concorria sozinha e fará o trabalho por R$ 749 mil. (C.M.)

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