Maior parte dos recursos terão juros de 8,75%
Brasília O Ministério da Agricultura anunciou ontem que irá liberar R$ 21,67 bilhões para o Plano Agrícola e Pecuário 2002/2003. O ministro Pratini de Moraes afirmou que 86% do total de recursos do crédito rural serão disponibilizados com juros fixos de 8,75% ao ano para financiamento de custeio, comercialização e investimento, atingindo R$ 16,27 bilhões um crescimento de 8% em relação ao ano agrícola anterior.
Os outros financiamentos a juros fixos serão de 6% a 10,75% ao ano, no caso dos fundos constitucionais, de 11,95% ao ano para Finame Agrícola, e 9,5% para o Funcafé. O restante dos recursos, cerca de R$ 3 bilhões, será oferecido a juros livres.
Segundo o presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Antonio Ernesto de Salvo, o plano agrícola e pecuário é melhor do que era, mas ainda está abaixo do que o setor precisa.
Ele afirmou esperar que o governo consiga reduzir os ''gargalos'' na execução do plano pelos bancos. Segundo de Salvo, o grande problema dos produtores está nas dificuldades impostas pelos bancos na concessão do crédito.
Ele defendeu ainda a aceleração das negociações quanto ao estabelecimento de um seguro de renda para o produtor rural. Diante das dificuldades que este seguro encontraria com relação aos acordos internacionais, por conter subsídios, o presidente da CNA afirmou ''não existe seguro rural sem subsídio. Então a gente disfarça como eles fazem''.
Dentro deste ano agrícola, os sistemas de irrigação também ganharam um novo programa o anterior foi suspenso em 2001 devido ao racionamento de energia elétrica. O programa contará com total de R$ 200 milhões, com juros de 8,75% ao ano.(Agência Folha)





