Curitiba - O maior panetone do mundo foi produzido ontem, em Colombo (Região Metropolitana de Curitiba), pelo Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Paraná (Sipcep). Ele começou a ser feito três horas da manhã e ficou pronto apenas às 17h10. Foram quase sete horas dentro do forno.
Os números impressionam. Foram 36 quilos de frutas, 30 quilos de açúcar, 6,3 quilos de fermento, 45 litros de água, 18 quilos de margarina, 1.350 gramas de sal e 1.200 ovos. Tudo isso resultou em um panetone de 346,4 quilos. Para efeito de comparação, ele é o equivalente a 700 panetones de 500 gramas e poderia servir 2,3 mil pessoas, considerando que cada consumir come, em média, 150 gramas. Se ele fosse vendido pelo valor aproximado de um panetone, custaria R$ 8,4 mil.
Porém, todo este esforço não conseguiu fazer com que a produção entrasse no livro dos recordes (Guinness World Records). Isso porque o panetone quebrou no final do processo. A parte de cima assou, mas a base continuou crua. Na hora de tirar da forma, a parte superior caiu. Mesmo sendo o mais pesado, a produção paranaense não vai bater o até então maior panetone do mundo, feito em 2008 na Romênia, com 281,1 quilos. Para entrar no livro, o produto pronto deve ser igual ao que é consumido, mas de tamanho maior. Uma nova tentativa será feita pelo sindicato no dia 15 de dezembro.
O grande forno foi construído especialmente para a ocasião. O calor liberado pela lenha queimada passava por diversas partes do interior do panetone, através de canos grossos. A falta de calor na base pode ter sido o principal motivo do projeto não ter dado certo. A falta de material auxiliar também foi uma falha. Para furar o bolo e ver se estava assado, era usado um taco de sinuca, sendo que o correto seria um termômetro ou um material específico para isso.
O representante do Guinness World Records no Brasil, Moacir Nóbrega, disse que não existe recorde fácil a ser quebrado. ''Mesmo sem bater o recorde, o panetone está muito saboroso'', opinou. Um dos principais motivos da realização do evento foi promover Curitiba como a Capital do Natal.

Mercado
Muitas das quase três mil padarias do Paraná costumam fabricar panetones caseiros em dezembro. Segundo o presidente da Sipcep, Joaquim Cancela Gonçalves, isso não significa que haverá contratação para o final do ano, já que o volume de produtos não é grande, pois os panetones industriais ganharam espaço nas prateleiras das padarias. Mesmo assim, isso representa um faturamento a mais para o Natal. Gonçalves não revela números, mas diz que a tradição de produzir panetones com receitas caseiras deve continuar, principalmente pelo baixo preço dos produtos. As frutas secas, por exemplo, são importadas. Com a baixa do dólar, produzir e comprar panetones ficará mais barato.

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