O aumento da oferta de feijão no mercado está derrubando as cotações do produto no mercado atacadista de São Paulo. O feijão carioca classificado como ‘‘extra novo’’ caiu 8,6% na última semana e o ‘‘especial novo’’, caiu 12,7% no mesmo período. O produto foi comercializado, ontem, por R$ 74,00 a saca do ‘‘extra novo’’ e por R$ 65,00 a saca do ‘‘especial novo’.
No Paraná, o preço do feijão carioca teve uma queda de 11,3% em sete dias. A cotação média no dia 11 foi de R$ 59,00 a saca e ontem o produto foi cotado a R$ 52,30 a saca.
Atacado O mercado atacadista de São Paulo está na expectativa da entrada da safra de feijão de Goiás e da Bahia, cuja colheita começa em fevereiro. Nestas regiões houve um aumento na área cultivada e o clima vem colaborando com o desenvolvimento da cultura.
Além disso, as lavouras de feijão que estão sendo colhidas no Paraná deverão apresentar uma boa produtividade, disse a técnica do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura, Vera Zardo. Contribuiu ainda para esta redução nos preços um consumo menor de feijão, que nesta época do ano diminui devido ao verão e ao período de férias.
Segundo ela, a colheita da safra das águas de feijão no Paraná já atinge 66% da área plantada e as chuvas ocorridas nos últimos dias não chegaram a causar prejuízos às lavouras. Apenas alguns casos isolados de produtores que colheram o feijão ainda úmido e recorreram a secadores, elevando os custos para colocação do produto no mercado. Apesar da avaliação otimista, a técnica não descarta a preocupação com a continuidade das chuvas.
A colheita está intensificando-se, neste mês, nas regiões de Irati, Curitiba, União da Vitória, Pato Branco e Guarapuava, restando ainda áreas a serem colhidas na região de Ponta Grossa. As lavouras dessas regiões deverão apresentar uma produtividade maior do que as já colhidas, pois são áreas que foram plantadas após as chuvas de outubro.
Perdas ‘‘Vale lembrar que o feijão das águas foi a cultura mais atingida pelas intempéries climáticas na safra 98/99 e as perdas estão estimadas em 30%’’, destacou a técnica.
Para o feijão preto também está sendo registrada uma redução nos preços com a saca, passando de R$ 47,29 a saca para R$ 42,70, uma redução de 9,71% entre os dias 11 e 19 de janeiro. Na zona cerealista de São Paulo, a redução foi de 9,38% para o feijão preto ‘‘ extra novo’’ e 16,67% para o ‘‘preto especial’’.
O aumento na oferta também é o principal fator para esta queda nos preços. A colheita está concentrada este mês no Paraná, aumentando a disponibilidade do produto. O Rio Grande do Sul também está colocando feijão preto no mercado.

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