O mercado financeiro e o Congresso Nacional são os dois maiores obstáculos para o sucesso do programa de estabilidade fiscal. A avaliação é do ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega (foto), que acha, porém, que o governo federal ‘‘nunca teve tantas chances’’, como neste momento, para conseguir ‘‘desmontar os terríveis equívocos fiscais da Constituição de 1988’’.
‘‘O governo vai ter de ter uma capacidade grande de informação, porque corre o risco do mercado financeiro não entender o programa, achar que é pouco. Os analistas do mercado são muito superficiais’’, disse Maílson. De acordo com ele, o governo terá de demonstrar, convincentemente, que ‘‘as questões estruturais atacadas (pelo programa de estabilidade fiscal), em sua grande parte, são imensuráveis ou difíceis de perceber’’. É o caso, por exemplo, da abrangência da lei de responsabilidade fiscal, proposta pelo governo, que só apresentará efeitos a longo prazo.

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