No Salão Empório da Beleza, em Londrina, as mulheres da família Barros trabalham juntas desde que o local foi inaugurado há sete anos. ''É um trabalho em sociedade com a família. A gente tira o nosso sustento daqui'', conta a proprietária do salão, Mariza Dias Barros, 36 anos.
Ela não gosta muito de ser chamada de ''proprietária'' porque afirma que o trabalho no local é feito em conjunto e com a ajuda de todas. Mas tudo começou com Mariza há 18 anos, quando foi trabalhar em um salão de beleza.
''Eu fazia unhas sozinha, mas em três anos juntei uma boa clientela e chamei uma irmã para me ajudar. Mesmo assim não conseguimos dar conta da demanda e chamei outra irmã. Porém, depois de uns anos não dava mais para ficar lá porque era um lugar pequeno, então resolvi abrir minha própria empresa com a ajuda da família'', relembra Mariza, destacando que foi ela quem ensinou o ofício de manicura às suas irmãs e filhas.
A empresária garante que trabalhar com a família é o melhor negócio que existe. ''O afeto fica em primeiro lugar, mas chamo a atenção e cobro responsabilidades. A gente ouve histórias de irmão que traiu irmão, mas aqui não tem disso. Uma ajuda a outra'', relata.
A confiança, segundo Mariza, é o ponto principal dessa relação. Além disso, na hora de fazer o pagamento, sente-se feliz pois sabe que está recompensando uma pessoa que precisa e um trabalho que foi bem feito. ''Aqui não tem concorrência. O desejo é de continuar para sempre com elas'', confessa.
As filhas de Mariza também garantem que trabalhar com ela é gratificante. ''Adoro trabalhar aqui. Ela pega bastante no pé, a gente fica mais esperta, aprende mais. Nunca pensei em sair daqui'', diz Maíra Natália Souto, 20 anos, junto da mãe desde os 13.
Para Mariana Barros, 18, outra filha, estar ao lado da mãe parece o mesmo que trabalhar em casa. ''Ela cobra muito da gente como se fosse qualquer outro funcionário, não tem moleza. Dá broncas também, mas ao mesmo tempo em que está brigando, já está perdoando, já está amando. Não consigo me imaginar em outro ambiente que não seja aqui'', conta a jovem que trabalha ao lado da mãe desde os 15. (E.Z.)

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