Curitiba A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) entrou na Justiça contra a greve geral dos funcionários do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Hídricos Renováveis (Ibama), iniciada no último dia 7 de novembro. De acordo com o superintendente executivo da Abimci, Jesiel Adam de Oliveira, o prejuízo diário do setor da madeira no Paraná com a greve é de US$ 2 milhões. Em todo o Brasil, o prejuízo chegaria a US$ 5,5 milhões. ''Lamentavelmente, o setor da madeira está ligado ao Ibama. Dependemos dele para transportar a madeira, o produto industrializado e para a exportação'', reclamou.
Oliveira lembrou que esta é a segunda greve do Ibama este ano. ''Não podemos ficar amargando perdas. Enquanto a greve continua, o setor madeireiro fica parado'', analisou ele. De acordo com os dados da Abimci, o volume de negócios da cadeia produtiva da madeira é responsável por mais de 2,5 milhões de empregos no País.
A exportação da madeira brasileira de janeiro a outubro deste ano já movimentou US$ 1,6 bilhão, enquanto que no mesmo período de 2002 foram exportados US$ 1,4 bilhão. No Paraná, as vendas externas de janeiro a julho deste ano representaram US$ 600 milhões, frente aos US$ 489,5 milhões do mesmo período do ano passado. ''O setor cresce mesmo com a crise e precisa ser incentivado'', complementou Oliveira.
O engenheiro agrônomo e analista ambiental José Joaquim Crachineski, do Ibama no Paraná, admitiu que a greve prejudica o setor madeireirono Brasil. No entanto, alegou que é um direito legítimo da categoria. Os 5,5 mil funcionários do Ibama (140 no Paraná) querem a votação urgente do Plano de Cargos, Carreiras e Salários da categoria no Congresso Nacional; isonomia dos servidores de nível médio administrativo do Ministério do Meio Ambiente; e gratificação de 20% a 35% sobre o salário base. Com o plano, que está em tramitação no Congresso, os funcionários poderão receber um reajuste de até 70%.

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