Madeireiras não falam sobre mogno
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de março de 2002
Erika Wandembruck Equipe da Folha 
Curitiba - As madeireiras Bianchini Serafin, Moreira da Silva e Kainga - proprietárias dos 3,4 mil metros cúbicos de mogno apreendidos na terça-feira pela Polícia Federal em Paranaguá -informaram por intermédio da assessoria de imprensa que só irão se pronunciar sobre o assunto em entrevista coletiva que será marcada depois serem notificadas oficialmente pela PF e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A carga avaliada em R$ 3 milhões, suficiente para encher 100 contêiners, não tinha documentação que autoriza a extração e transporte do mogno. Instrução normativa do Ibama proíbe o corte, transporte e venda do produto desde outubro do ano passado porque a madeira está em processo de extinção. O mogno apreendido teria sido removido para um depósito na região portuária na semana passada, enquanto as empresas aguardavam liberação para exportação por meio de liminar.
A reportagem da Folha procurou ontem pela procuradora do Ibama, Andréa Paiva, mas ela não retornou as ligações. O chefe de gabinete do Ibama, Sérgio Jorge, disse apenas que ainda não foi concluída a sindicância instaurada há mais de três meses para apurar denúncias de recebimento de propina pelos fiscais Otto Kesseli Junior e Dynei Carvalho, em troca do embarque ilegal de mogno.


