Oswaldo Petrin‘‘Made in Mercosul’’
-O Mercosul negocia a exportação conjunta dos países do bloco e a criação de selo ‘‘made in Mercosul’’ para dar identidade regional aos produtos dos quatro países (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai). O ministro da Indústria e Comércio, José Botafogo Gonçalves, afirmou em entrevista para o jornal argentino ‘‘La Nación’’ que as negociações para a exportação conjunta estão avançadas.
-O secretário de Indústria e Comércio da Argentina, Alieto Guadagni, disse que a idéia ainda está um pouco ‘‘verde’’, mas que há muito interesse dos países em relação ao assunto. O cargo de Guadagni corresponde ao de ministro no Brasil. Ele afirmou que os primeiros produtos que podem ser exportados com selo regional são soja e seus derivados. ‘‘Nesse setor, somos líderes’’, disse ele, em entrevista ao repórter Augusto Gazir, da Agência Folha. Brasil e Argentina comandam as negociações sobre o tema dentro do bloco.
-Segundo Botafogo, a idéia é que representantes dos bancos estatais para o desenvolvimento econômico de Brasil e Argentina discutam políticas comuns para exportar à União Européia e aos EUA.
- Confiança Brasil e Argentina transmitem confiança nas suas relações comerciais com outros blocos. Esta avaliação já foi feita pelos Estados Unidos e, se depender da opinião de pelo menos um banqueiro, Paulo Mallamann, a confiabilidade é transferida para a área de investimento. Para os pessimistas de plantão, vale reproduzir parte das declarações do do diretor-financeiro do Bicbanco, ontem: O Brasil não pode ser comparado à Coréia e à Rússia, avalia o sr Paulo Mallmann. O Brasil, diz ele, é o único país emergente com cara de capitalismo e democracia. A Coréia, observa, vive agora a crise capital/trabalho que marcou o Brasil do início dos anos 80, com a eclosão do movimento sindical do ABC Paulista. A Rússia, acrescenta, é um país ‘‘onde ainda ocorre escambo de mercadorias’’.
-O Brasil, ao contrário, é um país com regras claras e segurança para os investimentos empresariais. ‘‘Que país emergente transferiu US$ 6 bilhões em lucros e dividendos em um ano?’’ questiona Mallmann, fazendo referência às remessas feitas em 1997 pelas filiais de empresas multinacionais para as respectivas matrizes.
-A nova rodada da crise nas bolsas, para ele, é ‘‘um sinal da globalização’’. O Brasil pode sofrer alguns reflexos temporários, mas muito por erro de avaliação de analistas, avalia Mallmann. ‘‘Hoje minha recomendação foi comprar Telebrás porque virou uma barganha’’, conta. A diferença do Brasil com os demais países, diz, também pode ser vista claramente na compra da Acesita pela francesa Usinor, feita em plena crise.Arroz/feijão
A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da USP está projetando inflação de 0,50% em maio. O grupo alimentos foi o que apresentou maior variação (para cima) e os itens rebeldes foram arroz e feijão.
Variação
A Fipe apurou que houve uma variação de 0,46% na terceira quadrissemana do mês, período de 30 dias encerrado em 23 de maio. A variação anterior havia sido 0,43%. (Agência Estado).
Alimentos
O grupo de alimentos passou a custar em média 3,02% mais. O feijão ficou 49,21% mais caro e o preço do arroz foi reajustado em 8%. O reajuste do preço do feijão está mais comportado.
Peso específico
O consumidor gastou com comida em média 0,36% mais do que na quadrissemana anterior. Essa alta reflete especialmente o aumento dos gastos com produtos semi-elaborados, entre os quais estão incluídos arroz e feijão.
Queda
A expectativa do economista é que o aumento médio no mês fique em torno de 5%. Com exceção dos alimentos e das roupas, todos os itens da pesquisa mantêm tendência de queda.

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