São Paulo - Produtos nacionais, como cosméticos da Natura, bicicletas da Caloi, meias Lupo, chinelo Havaianas, eletrodomésticos da Arno, Guaraná Antarctica e Cerveja Bohemia (da Ambev), entre outros, serão vendidos nos free shops dos aeroportos internacionais da Europa e Estados Unidos a partir de outubro.
Depois de chegar, na semana passada, aos free shops nacionais, os produtos brasileiros se preparam para ganhar o mercado internacional. A Brasif - que opera lojas francas (livres de impostos nacionais, como ICMS, IPI e PIS/Cofins) em oito aeroportos do País - está negociando a distribuição de produtos nacionais nos duty free dos Estados Unidos e União Européia. ''Por já estarmos no mesmo negócio, temos muita facilidade para fechar esse tipo de acordo. Só que em vez de operarmos o duty free, seremos distribuidores de produtos importados, no caso os brasileiros, para outras lojas francas'', disse Fabiano Vivacqua, diretor de operações da Brasif.
Por enquanto, apenas os free shops dos aeroportos internacionais de São Paulo (Guarulhos) e do Rio de Janeiro (Galeão) passaram a vender, pela primeira vez, produtos nacionais em dólares. Mas até o final do mês, os free shops dos aeroportos de Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Florianópolis (SC) e Fortaleza (CE) também estarão comercializando produtos ''Made in Brazil''.
Segundo ele, as negociações com free shops internacionais estão em andamento e o primeiro será fechado até outubro com lojas francas (livre de impostos) instaladas em aeroportos da União Européia.
Antes, os free shops brasileiros só vendiam produtos importados. A autorização para venda de produtos nacionais foi aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) no final de fevereiro para ajudar o desempenho da balança comercial, pois essas transações são computadas como exportação e trazem mais dólares para o Brasil.
Não são apenas os estrangeiros em viagem pelo Brasil que lucrarão com desvalorização do real para comprar produtos brasileiros nos free shops dos aeroportos nacionais. Os brasileiros que desembarcarem nos aeroportos internacionais também encontrarão produtos mais baratos que os vendidos no varejo tradicional. Mesmo sendo vendidos em dólar, os produtos brasileiros chegarão a custar de 20% a 30% menos que no comércio naciona, porque estarão livres de impostos locais.

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