O diretor australiano George Miller criou um ícone da cultura pop – e porque não dizer cult, nos dias atuais – quando lançou o filme Mad Max, estrelado por Mel Gibson, em 1979. Este ano, o filme foi revisitado pelo agora consagrado Miller numa nova versão para o cinema e – aproveitando todo o potencial dos PCs, PS4 e Xbox One – a aventura sangrenta do personagem Max pelo deserto chegou com extrema liberdade e adrenalina para os gamers, fãs ou não do longa metragem. O jogo lançado este mês foi desenvolvido pela Avalanche Studios e é distribuído pela Warner Bros.
A reportagem da FOLHA recebeu uma cópia do game para avaliação. Sem dúvida, um ponto extremamente positivo do jogo é que a história não segue diretamente a trilogia cinematográfica da década de 1980 ou o blockbuster atual, fugindo dos roteiros repetitivos que invadem os consoles. Vale dizer que o game vem com menus e legendas em português, ficando um pouco atrás dos lançamentos atuais do mercado, que contam com dublagem em português.
Na aventura pela Terra Desolada, em que malucos assassinos estão por todo deserto, Max precisa recuperar seu carro roubado, completando missões principais e diversas paralelas, com itens colecionáveis infindáveis. Sem dúvida, o ponto alto do jogo está no cenário gigantesco a ser explorado de mundo aberto. O gamer pode pensar que isso é algo normal em 2015, mas não se esqueça que estamos tratando de um deserto muito bem construído pelos produtores, cheios de ruínas, bases inimigas, personagens interessantes, corridas alucinantes e objetivos diferenciados. O ciclo de dia e noite também é trabalhado, criando visuais bem interessantes.
Outra característica marcante do game, sem dúvida, são as perseguições entre os carros. Além da brigas "no braço" (menos polidas), o jogador pode se deleitar com horas de perseguições automotivas, que envolvem desde batidas simples até a utilização de armas poderosas, à medida que os carros vão evoluindo na trama, dificultando a vida do gamer. Não são apenas os carros que o jogador pode "tunar", mas também o próprio personagem, com trajes, acessórios e até o próprio rosto de Max, mexendo inclusive nas suas características físicas.
O ponto negativo mais relevante de Mad Max fica por conta da repetição das missões. Entretanto, o mundo envolvente de Max, os belos cenários desérticos e a imensa diversidade de locais para explorar é um prato cheio para os gamers apaixonados por jogos de mundo aberto. Sem dúvida, vale conferir.

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