Carlos AlmeidaFrancisco Spagola, presidente da MacsolA Macsol S.A. Manufatura de Café Solúvel inaugurou ontem suas instalações em Cornélio Procópio com perspectiva de realizar exportações anuais em torno de U$ 20 milhões. A soma, junto a outras indústrias cafeiras da região, coloca o Norte como o maior exportador de café do Estado. A festa de inauguração foi acompanhada pelo governador Jaime Lerner e autoridades regionais.
Construída numa área de 4 mil metros quadrados, a Macsol tem produção prevista de 70 mil sacas/ano de café em grão e 150 toneladas de café solúvel liofilizado por mês. Sua composição acionária é de 51% da Iguaçú Café Solúvel e 49% da Coca-Cola. Da produção total, 94% vai para o mercado externo e 6% consumo interno.
‘‘É uma empresa importantíssima dentro do projeto de industrialização do Estado, somando à outras 11 instaladas recentemente’’, comentou o governador Jaime Lerner. Segundo ele, o Paraná vai intensificar a elaboração de projetos de incentivo para abertura de novas empresas. ‘‘Com certeza outras indústrias virão no próximo ano’’.
A qualidade do café solúvel produzido pela Macsol tem alto índice de competitividade no mercado externo. ‘‘Os estrangeiros são muito exigentes quanto à qualidade e não temos restrições nenhuma para atender esta demanda’’, explicou o diretor administrativo e financeiro, Irivelto Gôngora. Segundo ele, a maior parte do café produzido é exportado porque o brasileiro ainda não tem o hábito de tomar café solúvel. ‘‘A tradição do café coado ainda é muito forte no país’’, afirmou. O Estado que mais consome o tipo solúvel é o Rio Grande do Sul.
O protocolo de intenções da Macsol foi assinado em março deste ano com o Governo do Estado. Durante os 10 anos anteriores, a empresa funcionava em Campinas (SP). ‘‘A mudança para o Paraná teve fundamentos estratégicos, principalmente em questão de preços mais baixos. Desde matérias-primas como de infra-estrutura’’, informou o presidente da empresa, Franscisco Elói Spagola. A mudança custou para a empresa, um investimento de U$ 7 milhões.
Segundo Spagnola, a empresa gera 100 empregos diretos mas a região ainda não apresenta mão-de-obra especializada. Ele enfoca também a necessidade de melhoria na qualidade do café da região. ‘‘Nosso consumo é de 7 mil sacas beneficiadas de 60 quilos/mês mas tem que ser de boa qualidade e isso depende de profissionalismo’’.

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