Macsol quer exportar US$ 20 milhões por ano
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sexta-feira, 07 de novembro de 1997
Luciane Tonon Cornélio Procópio 
Carlos AlmeidaFrancisco Spagola, presidente da MacsolA Macsol S.A. Manufatura de Café Solúvel inaugurou ontem suas instalações em Cornélio Procópio com perspectiva de realizar exportações anuais em torno de U$ 20 milhões. A soma, junto a outras indústrias cafeiras da região, coloca o Norte como o maior exportador de café do Estado. A festa de inauguração foi acompanhada pelo governador Jaime Lerner e autoridades regionais.
Construída numa área de 4 mil metros quadrados, a Macsol tem produção prevista de 70 mil sacas/ano de café em grão e 150 toneladas de café solúvel liofilizado por mês. Sua composição acionária é de 51% da Iguaçú Café Solúvel e 49% da Coca-Cola. Da produção total, 94% vai para o mercado externo e 6% consumo interno.
É uma empresa importantíssima dentro do projeto de industrialização do Estado, somando à outras 11 instaladas recentemente, comentou o governador Jaime Lerner. Segundo ele, o Paraná vai intensificar a elaboração de projetos de incentivo para abertura de novas empresas. Com certeza outras indústrias virão no próximo ano.
A qualidade do café solúvel produzido pela Macsol tem alto índice de competitividade no mercado externo. Os estrangeiros são muito exigentes quanto à qualidade e não temos restrições nenhuma para atender esta demanda, explicou o diretor administrativo e financeiro, Irivelto Gôngora. Segundo ele, a maior parte do café produzido é exportado porque o brasileiro ainda não tem o hábito de tomar café solúvel. A tradição do café coado ainda é muito forte no país, afirmou. O Estado que mais consome o tipo solúvel é o Rio Grande do Sul.
O protocolo de intenções da Macsol foi assinado em março deste ano com o Governo do Estado. Durante os 10 anos anteriores, a empresa funcionava em Campinas (SP). A mudança para o Paraná teve fundamentos estratégicos, principalmente em questão de preços mais baixos. Desde matérias-primas como de infra-estrutura, informou o presidente da empresa, Franscisco Elói Spagola. A mudança custou para a empresa, um investimento de U$ 7 milhões.
Segundo Spagnola, a empresa gera 100 empregos diretos mas a região ainda não apresenta mão-de-obra especializada. Ele enfoca também a necessidade de melhoria na qualidade do café da região. Nosso consumo é de 7 mil sacas beneficiadas de 60 quilos/mês mas tem que ser de boa qualidade e isso depende de profissionalismo.


