Kraw PenasNegócio fechadoFioravante, da Iguaçu Café Solúvel, Ferreira Paulo, da Macsol, e o governador Jaime Lerner: acordoA Macsol S/A Manufatura de Café Solúvel inicia em julho sua produção em Cornélio Procópio, região Norte do Paraná. A empresa vai investir R$ 10 milhões na construção de uma unidade para a produção de café solúvel pelo sistema ‘‘freeze drying’’. A fábrica terá capacidade para processar 70 mil sacas de café em grão por ano, produzindo 150 toneladas de café solúvel por mês.
Controlada pela Cia Iguaçu de Café Solúvel, que detém 51% das ações, contra 49% da Coca-Cola, a Macsol desativou sua unidade em Campinas (SP) no início deste mês para se transferir para Cornélio Procópio. Segundo o presidente da empresa, Roberto Cezar Ferreira Paulo, a mudança de endereço tem por objetivo reduzir os custos da produção. ‘‘A Iguaçu ficará responsável pela produção até a fase da obtenção do extrato, que é o café líquido. Depois, o material será processado na nova unidade’’, explicou.
A Macsol está investindo R$ 8,2 milhões nessa nova unidade. Desse total, R$ 4,5 milhões são recursos próprios e o restante, financiado. Ferreira Paulo disse que a empresa ainda não fechou a negociação com o governo do Paraná para a utilização dos benefícios do programa Paraná mais Empregos. A nova fábrica vai gerar 100 empregos diretos e terá faturamento anual da ordem de R$ 16,6 milhões.
Junto com a Macsol, o grupo Iguaçu é o segundo maior produtor de café solúvel do Brasil, respondendo por 18% da produção nacional. Ferreira Paulo disse que a maior parte da produção de café solúvel ainda é exportada, principalmente para a Europa, Japão e países socialistas. O presidente da Macsol disse que a empresa tem planos de aumentar sua participação no mercado interno, que é praticamente nulo. ‘‘Mas nada para os próximos dois anos. Por enquanto, continuaremos concentrados no mercado externo’’, afirmou.
ReivindicaçãoDurante a solenidade de assinatura do protocolo de intenções entre a Macsol e o governo do Paraná, Ferreira Paulo criticou a falta de uma política do governo federal para aumentar a produção de café em grãos no Brasil. Ele é vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e disse que a produção de café in natura está caíndo no País e provocando a elevação dos preços.
Ferreira Paulo disse que a indústria brasileira consome por ano 29 milhões de sacas de café e o Brasil só produz, em média, 25 milhões de sacas/ano. Do consumo da indústria nacional, 15 milhões de sacas são exportadas em grãos, 3 milhões de sacas são transformadas em café solúvel para exportação e 11 milhões de sacas são consumidas no mercado interno.
Segundo o vice-presidente da Abics, a produção de grãos está caíndo por falta de incentivos, o que provoca o aumento nos preços. Ele disse que o preço do café brasileiro é 30% mais caro que o importado para as indústrias. Ferreira Paulo disse que a saca de 60 quilos custa US$ 120,00 no Brasil e US$ 85,00 no mercado internacional.

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